Rozallah Santoro, ex-diretor financeiro do Corinthians e atual conselheiro trienal, formalizou sua pré-candidatura à presidência do clube na noite de quarta-feira (23), por meio de comunicado postado em suas redes sociais, colocando-se como principal concorrente ao título que será decidido em 28 de novembro de 2024, data oficial da eleição no Parque São Jorge.
Contexto Eleitoral e Estrutura de Poder no Corinthians
A formalização da candidatura de Santoro ocorre em um cenário de intensas divisões internas dentro da diretoria do Corinthians, onde a chapa 82, composta por membros próximos ao modelo de gestão anterior, enfrenta resistência crescente de setores que defendem mudanças estruturais; o ex-diretor, que deixou o grupo em julho após divergências com integrantes e pediu desligamento da administração de Augusto Melo há seis meses, agora se posiciona como alternativa técnica à atual gestão, liderada por O smar Stabile, cuja elegibilidade ainda depende de análise jurídica pela Comissão Eleitoral.
Santoro, que integrou a comissão que assessorou a transição financeira da gestão Melo entre abril e outubro de 2023, reafirma sua trajetória técnica ao destacar que sua proposta parte de uma auditoria profunda das contas do clube, com foco na necessidade de decisões corajosas para corrigir déficits operacionais e reestruturar o modelo de sustentabilidade financeira, sem recorrer a promessas vazias de contratações ou títulos.
O contexto eleitoral do Corinthians se agrava com a presença de outros pré-candidatos como André Negão, Sérgio Janikian e José Augusto Mendes, todos vinculados a distintas correntes internas, enquanto Stabile enfrenta pressão para comprovar transparência em seu comando atual.
Santoro afirma que o Corinthians precisa 'arrumar a casa', com plano detalhado que inclui custos reais, fontes de recursos e metas claras para a sustentabilidade financeira do clube.
Repercussão Institucional e Desafios do Pleito Eleitoral
A formalização da candidatura de Santoro gerou reação imediata da Comissão Eleitoral, que deverá analisar seu direito à candidatura com base no estatuto do clube, já que sua permanência como conselheiro trienal pode colidir com cláusulas de incompatibilidade previstas no regimento interno.
Enquanto isso, Stabile mantém postura defensiva, alegando ter atuado com transparência e prometendo não interferir no processo decisório, mas já sinalizou que eventuais irregularidades serão apuradas com rigor para preservar a imagem institucional.



