Durante a Assembleia Geral da O rganização das Nações Unidas, em Nova York, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que enquadrará os cartéis como organizações terroristas, autorizando desde 2025 o Exército dos EUA a eliminar tais grupos, em discurso que ocorreu após a defesa da cooperação internacional contra o crime organizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Contexto Institucional e Estratégia de Enquadramento
A declaração de Trump, proferida na terça-feira (22/9), posicionou os cartéis como ameaça civilizacional equivalente ao Estado Islâmico, justificando a classificação como organização terrorista e a autorização militar para sua eliminação.
A iniciativa se insere em um contexto de endurecimento da política externa dos EUA frente à criminalidade transnacional, com destaque para a menção ao Tren de Arara e à intervenção norte-americana na Venezuela como precedentes de ação militar coordenada contra estruturas criminosas.
Donald Trump declarou que os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério O cidental, utilizando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror.
Repercussão e Desdobramentos Geopolíticos
A postura dos EUA gerou reação diplomática imediata, com o Ministério das Relações Exteriores brasileiro reiterando a soberania nacional e a recusa em terceirizar o controle das fronteiras, enquanto Lula destacou a necessidade de cooperação multilateral sem subordinação a interesses externos.
Especialistas em direito internacional apontam que a classificação de cartéis como terroristas pode ampliar mecanismos de congelamento de ativos e cooperação policial, mas também gerar tensões com países onde esses grupos atuam, como México e Venezuela.



