Na manhã de 15 de maio, a Polícia Federal deflagrou a O peração Clones II, visando desmantelar uma estrutura criminosa que operava no Pará mediante fraudes bancárias, falsificação de documentos públicos, obtenção ilícita de crédito e lavagem de dinheiro, com indícios de envolvimento de servidor público federal e cinco investigados.
Apuração e Estrutura do Esquema Fraudulento
A investigação foi iniciada após o identificação de saques indevidos na conta de uma correntista falecida, efetuado por meio da apresentação de documentos clonados e falsificados, o que permitiu à PF mapear um esquema mais amplo de fraudes que incluía concessão irregular de linhas de crédito, movimentação de recursos por meio de intermediários e uso sistemático de informações privilegiadas do sistema bancário.
Conforme apurado, o servidor público federal afastado cautelarmente teria servido como fonte privilegiada para a obtenção de vantagens econômicas ilícitas, coordenando ou facilitando ações que viabilizaram transações fraudulentas em contas de terceiros, especialmente pessoas já falecidas, além da utilização de documentos públicos adulterados para solicitar crédito em condições inexistentes.
Mais de R$ 1,7 milhão foram bloqueados pela Justiça Federal em operação que desarticulou esquema de fraude bancária no Pará
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A PF informou que os investigados responderão judicialmente pelos crimes de estelionato, falsificação de documento público, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a décadas de reclusão, conforme o Código Penal e a Lei Antilavagem de Dinheiro.
O Ministério Público Federal deve propor denúncia formal nos próximos dias, enquanto o Judiciário Federal já havia determinado o sequestro preventivo de bens e o afastamento imediato do servidor público envolvido.



