Carregando...
Voltar para a página inicial
Política

Sucessões na Alepa e nos tribunais serão o foco político de Daniel e Helder, após segundo turno

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 16:08
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Sucessões na Alepa e nos tribunais serão o foco político de Daniel e Helder, após segundo turno
Fatos Rápidos da Notícia
  • Informações dos bastidores apontam para possíveis articulações envolvendo o governador eleito e o grupo Barbalho; definição do segundo turno definirão o futuro de muita gente
  • Personagens citados em relato sobre possíveis articulações nas sucessões institucionais do Pará. Montagem com tratamento por inteligência artificial sobre fotos publicadas nas redes sociais.
  • A eleição de Daniel Santos (Podemos) para o governo do Pará pode abrir uma nova frente de disputa política antes mesmo da posse: as sucessões nos comandos da Assembleia Legislativa (Alepa), do Tribunal de Justiça (TJPA), do Ministério Público e dos tribunais de contas do Estado e dos Municípios.
Resumo Editorial

Informações dos bastidores apontam para possíveis articulações envolvendo o governador eleito e o grupo Barbalho; definição do segundo turno definirão o futuro de muita gente

Informações dos bastidores apontam para possíveis articulações envolvendo o governador eleito e o grupo Barbalho; definição do segundo turno definirão o futuro de muita gente

Personagens citados em relato sobre possíveis articulações nas sucessões institucionais do Pará. Montagem com tratamento por inteligência artificial sobre fotos publicadas nas redes sociais.

A eleição de Daniel Santos (Podemos) para o governo do Pará pode abrir uma nova frente de disputa política antes mesmo da posse: as sucessões nos comandos da Assembleia Legislativa (Alepa), do Tribunal de Justiça (TJPA), do Ministério Público e dos tribunais de contas do Estado e dos Municípios.

Um relato encaminhado ao EPOL – por uma fonte que prefere não ser identificada – apresenta hipóteses sobre movimentações do futuro governo e do grupo Barbalho nesses espaços.

Na Alepa, o deputado Gustavo Sefer aparece no relato como possível alternativa para reunir parlamentares em torno de uma candidatura apresentada como intermediária entre o MDB e o governador eleito. Essa suposta neutralidade, entretanto, seria questionada por setores ligados a Helder Barbalho.

Gustavo Sefer é deputado estadual eleito pelo PSD em 2018, com 61.301 votos, e reconduzido em 2022. Disputou a Prefeitura de Belém em 2020 e foi escolhido segundo vice-presidente da Assembleia em 2023. Sua atuação parlamentar inclui temas ligados ao esporte e ao turismo. É filho do ex-deputado estadual Luiz Sefer- condenado por estupro e primo de Ricardo Sefer.

Ricador tem sua trajetória pública é predominantemente jurídica e administrativa. Procurador de carreira, comandou a Procuradoria-Geral do Estado no governo Helder Barbalho e assumiu interinamente a Secretaria de Educação em junho de 2025. Em setembro daquele ano, deixou a PGE para se dedicar exclusivamente à Seduc. É genro de Parsifal Pontes e sobrinho do ex-deputado Luiz Sefer, que foi condenado a 20 anos de prisão por estupro de criança no Pará e que segue em liberdade pelo fato de que o processo permanece sem cumprimento definitivo da pena devido a sucessivos recursos judiciais e controvérsias de competência.

A fonte atribui a resistência à aproximação de Parsifal Pontes com Daniel e a conexões familiares envolvendo Parsifal, Ricardo Sefer e Gustavo. Parsifal foi o homem forte do primeiro governo de Helder e acabou preso pela PF, em investigações sobre recursos destinados ao combate à pandemia da COVID 19. Parsifal foi encontrado com uma máquina de contar dinheiro em casa.

Parsifal é ex-prefeito de Tucuruí e ex-deputado estadual, possui trajetória vinculada ao antigo PMDB, atual MDB, e ao grupo Barbalho. Presidiu a Federação das Associações de Municípios do Pará e a Companhia Docas do Pará. Foi escolhido por Helder para comandar a Casa Civil no início de seu governo. É marido de Ann Pontes e sogro de Ricardo Sefer. A aproximação recente com Daniel é vista por muita gente como surpreendente, já que até outro dia era “unha e carne” com a família Barbalho.

No Tribunal de Justiça, o nome apontado é o do desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto, atual vice-presidente da Corte. Segundo a versão apresentada, setores mais à direita do entorno de Daniel teriam restrições ao magistrado por uma proximidade com o PT atribuída pela fonte. Não há confirmação dessa avaliação nem de eventual atuação do futuro governo na disputa.

No Ministério Público, o relato sugere que Daniel, Parsifal e João Salame estariam buscando um nome para uma eventual disputa com Alexandre Tourinho. O atual procurador-geral de Justiça assumiu para o biênio 2025–2027, após ser o mais votado na eleição interna. A hipótese de recondução e as articulações atribuídas ao grupo do governador eleito não estão confirmadas.

João Salame é jornalista e liderança política, sobretudo em Marabá onde teve a maior votação para ser eleito deputado estadual em 2006 e reeleito em 2010, pelo PPS. Ganhou projeção como defensor da criação do Estado de Carajás, no plebiscito de 2011. Foi prefeito de Marabá entre 2013 e 2016 e passou posteriormente pelo Ministério da Saúde. Em 2026, disputou uma cadeira na Alepa pelo Podemos e apresentou-se como articulador da candidatura de Daniel Santos ao governo. É irmão do ex-deputado federal Beto Salame, eleito em 2014 pelo PROS e em 2016 desligou-se, filiando-se, ao final do mesmo ano, no PP, partido por onde concorreu a reeleição em 2018, mas não foi reeleito.

José Carlos Araújo, o Zeca Araújo é psicólogo e ex-parlamentar, construiu sua carreira como vereador de Belém e deputado estadual, com passagem pelo PSDB. Posteriormente, tornou-se conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, onde exerceu a presidência e outras funções de direção. É pai do deputado estadual Thiago Araújo, sendo eleito vereador de Belém em 2012 e deputado estadual em 2014, sendo reeleito em 2018, 2022 e 2026.

Thiago foi o parlamentar mais jovem em todas as legislaturas. Concorreu à prefeitura de Belém na eleição municipal em 2020 pelo Cidadania, com o apoio do PSDB do prefeito Zenaldo Coutinho. Também foi candidato a prefeito nas eleições de 2024, pelo Republicanos.

Embora a fonte descreva Tourinho como próximo dos Barbalho, essa caracterização constitui uma avaliação política do interlocutor, sem elementos apresentados que permitam concluir pela existência de subordinação ou comprometimento da autonomia institucional.

Tribunais de contas e possível abertura de vaga

No Tribunal de Contas do Estado, a hipótese apresentada é a chegada de Luís Cunha à presidência. Ele foi eleito vice-presidente para o biênio 2025–2026, mas essa posição não deve ser confundida com confirmação antecipada do próximo comando.

Já no Tribunal de Contas dos Municípios, a fonte aponta uma possível disputa envolvendo Ann Pontes e José Carlos Araújo, mais conhecido como Zeca Araújo. Segundo o relato, Helder trabalharia por uma alternativa a Ann em razão da aproximação dos Pontes com Daniel.

Ann Clélia de Barros Pontes é advogada e ex-deputada federal pelo PMDB, atuou na Câmara na legislatura de 2003–2007 e presidiu a Companhia Paraense de Turismo, a Paratur. Tomou posse como conselheira do TCMPA em 17 de maio de 2024. É esposa de Parsifal Pontes. Sua trajetória reúne atuação parlamentar, gestão pública e, mais recentemente, controle externo das contas municipais e conforme comenta-se nos bastidores, conseguiu ser nomeada no TCM com o consentimento e apoio do ex-governador Helder Barbalho.

Outra especulação envolve o conselheiro Antônio José Guimarães: ele poderia antecipar a aposentadoria até dezembro. Na interpretação da fonte, a medida abriria espaço para que a substituição ocorresse ainda na gestão de Hana Ghassan (MDB), antes da posse de Daniel.

Não é possível concluir que uma eventual vacância permitiria à governadora escolher livremente o sucessor: seria necessário verificar a origem da cadeira e as regras aplicáveis à indicação.

O conjunto de hipóteses sugere que a transição estadual pode envolver disputas por influência além da composição do secretariado. Por enquanto, porém, os nomes e movimentos descritos permanecem no campo das especulações. A redação do EPOL entrou em contato com os citados em busca de suas manifestações, mas até o fechamento da matéria não recebeu retorno delas.

A redação do EPOL afirma que as instituições mencionadas possuem procedimentos próprios para definir seus dirigentes e qualquer informação sobre decisões futuras refletem a opinião de nossas fontes, sem necessariamente serem comprovadamente factíveis.

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio