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Apoios e neutralidade: os possíveis rumos dos 9 milhões de votos da 3ª via

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 04:30
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Apoios e neutralidade: os possíveis rumos dos 9 milhões de votos da 3ª via
Fatos Rápidos da Notícia
  • Os candidatos à Presidência da 3ª via —Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo)— receberam mais de 9 milhões de votos, cerca de 7,58% do eleitorado. Às vésperas do 2º turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), os presidenciáveis ainda tentam converter o eleitor de fora da polarização e buscam votos.
  • Entre as vias alternativas, Caiado e Zema manifestaram apoio a Flávio logo após o primeiro turno, enquanto Cury declarou voto na candidatura do senador semanas depois, afirmando que foi “exigente” e cobrou do candidato “compromisso de governar sem ódio e sem vingança”.
Resumo Editorial

Os candidatos à Presidência da 3ª via —Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo)— receberam mais de 9 milhões de votos, cerca de 7,58% do eleitorado. Às vésperas do 2º turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), os presidenciáveis ainda tentam converter o eleitor de fora da polarização e buscam votos.

Os candidatos à Presidência da 3ª via —Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo)— receberam mais de 9 milhões de votos, cerca de 7,58% do eleitorado. Às vésperas do 2º turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), os presidenciáveis ainda tentam converter o eleitor de fora da polarização e buscam votos.

Entre as vias alternativas, Caiado e Zema manifestaram apoio a Flávio logo após o primeiro turno, enquanto Cury declarou voto na candidatura do senador semanas depois, afirmando que foi “exigente” e cobrou do candidato “compromisso de governar sem ódio e sem vingança”.

Por outro lado, Renan Santos (Missão), manteve linha de neutralidade formal ao liberar a bancada da sigla e os eleitores para votarem conforme as próprias convicções. Conforme revelou o Metrópoles, Renan sequer deve sair para votar neste domingo (25/10).

Apesar do apoio majoritário ao filho 01 de Jair Bolsonaro, a migração real do eleitor da 3ª via se dividiu, aponta a pesquisa da Quaest e especialistas ouvidos pelo Metrópoles.

Apoios e neutralidade: os rumos dos 9 milhões de votos da 3ª via

Augusto Cury durante sabatina da TV Globo, em agosto. Na entrevista, a proposta de usar drones em ocorrências de violência contra mulheres repercutiu nas redes sociais e virou alvo de memes

Renan Santos afirmou que, se for eleito, vai acabar com a Justiça do Trabalho

O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, em agenda no Rio Grande do Sul.

Romeu Zema é candidato à Presidência pelo Partido Novo

Eleitor da 3ª via rejeita “alinhamento automático”

Embora Cury, Renan, Caiado e Zema se posicionem com ideais de direita/liberais, o Cientista Político Leandro Gabiati explica que os eleitores da 3ª via rejeitam um “alinhamento automático” ao espectro ideológico, no caso, o qual Flávio também diz pertencer.

“Parte desse eleitorado tem uma identidade mais próxima da direita, enquanto outra parte procurou justamente uma alternativa à polarização entre Lula e Flávio. Portanto, não existe uma transferência mecânica desses votos para Flávio, mas ainda consegue captar ao menos 40% deles”, afirmou.

“Parte desse eleitorado tem uma identidade mais próxima da direita, enquanto outra parte procurou justamente uma alternativa à polarização entre Lula e Flávio. Portanto, não existe uma transferência mecânica desses votos para Flávio, mas ainda consegue captar ao menos 40% deles”, afirmou.

Outro exemplo que indica a autonomia e a recusa de seguir cegamente a orientação do candidato da terceira via, é o eleitorado de Augusto Cury.

Segundo a Quaest, ao menos 48% dos eleitores do escritor podem migrar para Lula, em razão do político ter se posicionado como alternativa à polarização e discurso menos ideológico.

“No caso de Cury, parte do seu eleitorado parece ter escolhido um candidato que se apresentou como alternativa à polarização, com um discurso menos ideológico. Quando essa opção de alternativa desaparece no segundo turno, o eleitor passa a considerar outros critérios, como rejeição, avaliação dos candidatos e expectativas sobre o próximo governo”, afirmou.

“No caso de Cury, parte do seu eleitorado parece ter escolhido um candidato que se apresentou como alternativa à polarização, com um discurso menos ideológico. Quando essa opção de alternativa desaparece no segundo turno, o eleitor passa a considerar outros critérios, como rejeição, avaliação dos candidatos e expectativas sobre o próximo governo”, afirmou.

Bloco de 33 milhões de ausentes não é fácil de ser captado

A abstenção no 1º turno das eleições atingiu 21,8% do eleitorado apto a votar (cerca de 33,4 milhões de ausentes). O número é um recorde histórico no Brasil ao apresentar o maior índice de abstenções desde 1998.

Conforme Gabiati, o bloco de ausentes não é um eleitorado fácil de ser capturado. Diferente de eleitores da 3ª via, que se dispuseram a votar no 1º turno, o grupo de abstensionistas enfrentam diversos fatores que o fizeram não votar.

“A abstenção envolve fatores diversos, como dificuldades de deslocamento, mudança sem transferência do domicílio eleitoral, estado de saúde, ou ainda desinteresse e insatisfação com a política. Por isso, não podemos considerar os 33 milhões de ausentes como um bloco de eleitores disponíveis”, declarou.

“A abstenção envolve fatores diversos, como dificuldades de deslocamento, mudança sem transferência do domicílio eleitoral, estado de saúde, ou ainda desinteresse e insatisfação com a política. Por isso, não podemos considerar os 33 milhões de ausentes como um bloco de eleitores disponíveis”, declarou.

No entanto, o especialista pontua que uma parte destes ausentes — indecisos— podem ser convencidos e que as campanhas devem tentar convencê-lo com estratégias específicas, sem radicalismo e com clareza ao passar a importância de votar.

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