À véspera do primeiro turno das eleições, a agremiação Rancho Não Posso Me Amofiná gerou intenso debate ao divulgar, em suas redes sociais, uma 'colinha' eleitoral indicando apoio à chapa de Flávio Bolsonaro (Presidência) e Maíque Vilassa (Senado), posicionamento que contrasta com a neutralidade histórica exigida das escolas de samba e mobilizou críticas sobre o papel institucional dessas entidades frente ao pleito.
Contexto Histórico, Institucional e Aperfeiçoamento das Práticas Eleitorais nas Agremiações
A apuração realizada junto às agremiações do Grupo Especial de Belém confirmou que apenas o Rancho Não Posso Me Amofiná e a Bole-Bole manifestaram apoio explícito a candidatos específicos, enquanto a Quem São Eles respaldou Luiz O mar (União Brasil) para deputado federal, e a Acadêmicos de Samba da Pedreira optou por Ronie Silva (MDB) no pleito estadual.
As demais escolas — Embaixada do Império Pedreirense, Boêmios da Vila Formosa e União da Matinha — mantiveram postura de silêncio político, evidenciando a ausência de diretrizes unificadas e reforçando a tradição de neutrality institucional que rege as entidades carnavalescas quando não se envolvem em processos eleitorais.



