Na tarde de sexta-feira (18/9), o ex-vereador Milton Leite, alvo de mandado de prisão na O peração Vectura Corrupta, entregou-se à Polícia Civil na Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise), após a Justiça o considerar foragido.
Contexto Institucional e Histórico da O peração
A prisão ocorreu após busca domiciliar realizada na residência de um ex-assessor ligado ao ex-vereador, na qual foram apreendidos aproximadamente R$ 737 mil em espécie e moedas estrangeiras, configurando indícios robustos de movimentação irregular de recursos, conforme laudo pericial inicial da Polícia Civil.
O ex-parlamentar, que já ocupava a presidência da Câmara Municipal de São Paulo, encontrava-se sob investigação desde fevereiro de 2026, quando seu nome foi citado em depoimento à Corregedoria da Polícia Militar pelo sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário, preso no mesmo mês em operação relacionada à segurança de ex-dirigentes da Transwolff.
A apreensão de aproximadamente R$ 737 mil em dinheiro e moedas estrangeiras configurou indícios claros de movimentação irregular de recursos vinculados ao esquema investigado.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa
O Poder Judiciário determinou a prisão preventiva de 16 investigados por suspeita de integrar uma rede que operava empresas de fachada para fraudar licitações no transporte público e lavar capitais oriundos do PCC, com prazo inicial de 30 dias prorrogável por igual período, conforme decisão do juiz responsável pela O peração Vectura Corrupta.
Milton Leite Filho deverá permanecer à disposição da Justiça por até 60 dias, com possibilidade de prorrogação, enquanto aguarda análise técnica do Instituto Médico Legal e eventual audiência de custódia que definirá as medidas cautelares definitivas.



