Na quarta-feira (9), a Polícia Federal Argentina, coordenada pelo Ministério da Segurança Nacional, iniciou sob rigoroso sigilo o processo de extradição do traficante internacional de armas Diego Hernan Dirísio, conhecido como "Mestre das Armas", para o Brasil, com previsão de desembarque em São Paulo após passagem por Buenos Aires.
Contexto Jurídico e O peracional da Investigação
A extradição do argentino, alvo de mandado de prisão internacional e alerta vermelho da Interpol desde fevereiro de 2024, decorre de apurações conduzidas pela Polícia Federal brasileira que identificaram movimentação superior a R$ 1,2 bilhão em três anos, vinculando o casal Dirísio-Nardi à estrutura de tráfico transnacional de armamentos.
O esquema envolveu a importação ilegal de cerca de 25 mil pistolas, fuzis e munições oriundas de fabricantes europeus sediados na Croácia, Eslovênia, República Tcheca e Turquia, contrabandeadas via Paraguai e manipuladas por cambistas informais para ocultar o fluxo financeiro.
Diego Hernan Dirísio é considerado pela Polícia Federal o maior traficante de armamentos da América do Sul, com envolvimento em mais de 43 mil armas comercializadas ao Primeiro Comando da Capital e ao Comando Vermelho.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
A Justiça Federal da Bahia, que demandou a extradição em fevereiro de 2024 com base em investigações da PF que mapearam fluxos financeiros complexos e redes de corrupção transnacional, aguarda a formalização do pedido pelo governo argentino para que Dirísio e sua esposa, Julieta Nardi, cumpram pena no Brasil.
Especialistas apontam que a transferência do traficante sob escolta reforçada simboliza avanço na cooperação entre as autoridades latino-americanas e pode desencadear novas investigações sobre redes de financiamento obscuro ligadas ao crime organizado.



