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Justiça apura disputa entre Buttini e fiscal por cooptar gigantes do varejo

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 38 min
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Justiça apura disputa entre Buttini e fiscal por cooptar gigantes do varejo
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro homens, incluindo João André Buttini de Moraes, chefe de um escritório de advocacia e da empresa BM Tax, por participação na 'máfia do ICMS', esquema que concedia créditos de ICMS em troca de propina.
  • Entre 2019 e 2025, empresas identificadas pela denúncia repassaram R$ 158,5 milhões às contas do grupo de Buttini, conforme apuração do MPSP.
  • Fiscal denunciado Artur Gomes da Silva Neto, fundador da Smart Tax, afirmou em conversas que Buttini vendia créditos não aprovados à GM, Walmart e outras empresas, prática recorrente atribuída ao acusado pela investigação.
Resumo Editorial

Confira os principais fatos e desdobramentos apurados sobre este acontecimento.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) formalizou, nesta sexta-feira (18/9), a denúncia contra quatro indivíduos acusados de integrar uma organização criminosa especializada na 'máfia do ICMS', esquema que desviava créditos fiscais em troca de propina, com movimentação superior a R$ 158,5 milhões entre 2019 e 2025, conforme apuração documentada do inquérito.

Contexto Institucional e Estrutura do Esquema Criminal

A denúncia apresentada pelo MPSP apura a participação de João André Buttini de Moraes, chefe do escritório jurídico e da empresa BM Tax, junto com o fiscal tributário denunciado Artur Gomes da Silva Neto, fundador da Smart Tax, Kunio Shimada e André Weiss, ex-diretor da Sefaz-SP, em um esquema estruturado que operava por meio da manipulação do ressarcimento de ICMS por substituição tributária e da liberação antecipada de créditos não aprovados nos sistemas fiscais.

Apesar de manter colaborações pontuais em alguns procedimentos, os envolvidos disputavam internamente a captação de novos clientes, como evidenciado por diálogos apreendidos pelo MPSP nos quais Gomes orientava interlocutores a 'dar andamento ao nosso' antes que Buttini atingisse os mesmos contratos, revelando uma dinâmica de concorrência desleal e corrupção institucional enraizada no aparato tributário paulista.

Ponto de Destaque

Mais de R$ 158,5 milhões em créditos fiscais irregulares foram transferidos entre 2019 e 2025 ao grupo comandado por Buttini, segundo apuração do MPSP.

Repercussão Legal e Desdobramentos Imediatos

O Ministério Público aguarda a apreciação judicial da denúncia, que deve enfrentar pedidos de prisão preventiva ou medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal, diante da demonstração de continuidade delitiva e risco à ordem pública fiscal.

As autoridades reforçam que o caso pode desencadear investigações mais amplas na Sefaz-SP e no conjunto do sistema tributário brasileiro, dada a escala e a estrutura hierárquica dos envolvidos.

Atenção / Ponto Crítico
O esquema configura crime contra a ordem econômica e pode acarretar sanções penais que incluem reclusão efetiva e multas superiores a milhões de reais.

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