Na 15ª Cúpula do Brics, realizada em Nova Délhi sob a presidência da Índia, líderes de cinco das principais economias emergentes reuniram-se para emitir um comunicado que, ao evitar responsabilizações explícitas pela guerra no O riente Médio, demandou "contenção máxima" aos envolvidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ausente mantém o foco nas negociações multilaterais.
Contexto Institucional e Estratégico da Declaração Final
A cúpula reuniu-se após intensas negociações que se estenderam durante todo o domingo (13), culminando na aprovação de um documento final que, embora marcadamente genérico, representou um marco de contenção política em um bloco dividido por rivalidades regionais, especialmente entre Irã e Emirados Árabes Unidos, cujos interesses conflitantes são centralizados no O riente Médio.
O texto final, aprovado por unanimidade após ajustes delicados para atender às exigências de todos os lados, evitou qualquer menção direta aos países envolvidos no conflito, optando por linguagem abstrata como "profunda preocupação" e "máxima moderação", em contraste com as demandas mais específicas formuladas por países como a Palestina e a Ucrânia.



