A Procuradoria-Geral da República defendeu que o empresário permanecesse preso, alegando que seu elevado poder econômico, capacidade operacional e a gravidade das condutas atribuídas aos investigados justificariam a continuidade da prisão preventiva. Para a PGR, as medidas alternativas não seriam suficientes para evitar a continuidade de crimes, a destruição de evidências e a frustração da aplicação da lei penal.
Em sua decisão, André Mendonça considerou o tempo de encarceramento, o encerramento de diligências pelos investigadores, o congelamento de bens e valores do empresário e a possibilidade de impor restrições alternativas. Camisotti ficará sob vigilância contínua em domicílio, com saída apenas mediante autorização judicial ou justificativa emergencial documentada.
Os advogados do empresário devem entregar os passaportes às autoridades em até 24 horas, e ele está impedido de deixar o país. O ministro determinou ainda a proibição de contato para impedir que relações pessoais e institucionais sejam usadas para combinar versões ou influenciar testemunhas, além de restrições econômicas para reduzir o risco de reorganização das estruturas investigadas pela Polícia Federal.



