Na quarta-feira (23), a Polícia Civil do Paraná efetuou prisão preventiva, em Curitiba, de uma mãe de 44 anos e sua filha de 19, suspeitas de submeter três familiares a extorsão, estelionato e tortura mediante um esquema fraudulento baseado em contrato fictício de segurança virtual contra suposto hackeamento de dispositivos eletrônicos.
Contexto Institucional e Investigação Criminal
A apuração coordenada pela Delegacia de Homicídios e Contra-Fraude da Polícia Civil do Paraná confirmou que a quadrilha manipulava as vítimas sob a ameaça de divulgação de dados pessoais para criminosos, criando um plano coercitivo que incluía humilhações públicas por meio de fotografias e gravações em situação vexatória, conforme relatado pela delegada El Santos, responsável pelo inquérito.
O s antecedentes indicam que o grupo operava com estrutura organizada, utilizando documentos falsos e ameaças elaboradas para extorquir recursos financeiros, o que configura crime hediondo sob a ótica da legislação brasileira, com penas que podem chegar a 30 anos de reclusão.
O prejuízo causado às vítimas totalizou R$ 70 mil, valor subtraído por meio do golpe do contrato falso de segurança virtual.
Repercussão Jurídica e Medidas Preventivas
A Justiça já determinou medidas cautelares que proíbem o uso dos bens adquiridos ilicitamente, enquanto a Polícia Civil mantém investigação aberta para apurar eventuais conexões com organizações criminosas regionais e eventuais co-autores ainda não identificados.
Especialistas em direito penal advertem que o caso pode servir de precedente para o entendimento do crime qualificado como 'extorsão mediante grave humilhação' e 'tortura psicológica', com potencial impacto na jurisprudência estadual.



