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Política

Justiça do Trabalho determina retratação pública de vereadora gospel em Belém por posts sobre demissão de petistas

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 15:08
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Justiça do Trabalho determina retratação pública de vereadora gospel em Belém por posts sobre demissão de petistas
Fatos Rápidos da Notícia
  • Patrícia Queiroz é vereadora em Belém (PA) pelo PP, cantora gospel e pastora
  • Ela foi alvo de ação do MPT por posts sugerindo demissão de funcionários que votaram no PT
  • Justiça do Trabalho determinou retratação pública e proibição de assédio eleitoral
Resumo Editorial

A vereadora Patrícia Queiroz, do PP, foi alvo de ação do Ministério Público do Trabalho após publicar mensagens sugerindo que empregadores demitissem funcionários que votaram no PT. Ela foi obrigada pela Justiça a se retratar publicamente e garantir o direito de escolha dos candidatos pelos trabalhadores.

Patrícia Luila Queiroz Capra, de 45 anos, é vereadora em Belém (PA) pelo Progressistas (PP), cantora gospel e pastora. Eleita em 2024 com 8.330 votos, ela ocupa o cargo de 3º vice-presidente da Câmara Municipal de Belém e é filha do pastor Paulo Queiroz.

A parlamentar foi alvo de uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT) após publicar mensagens nas redes sociais, logo depois do segundo turno das eleições, sugerindo que empregadores identificassem funcionários que votaram no PT para promover a demissão daqueles que apoiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Justiça do Trabalho determinou que Patrícia não praticasse nem incentivasse atos de discriminação ou assédio eleitoral contra trabalhadores e estabeleceu a necessidade de uma retratação pública. Nessa quinta-feira (29/10), ela postou a decisão e a retratação em suas redes sociais.

Na retratação, a vereadora declarou que 'empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos nas eleições, independentemente de partido ou orientação política' e proibiu veementemente medidas retaliatórias por parte dos empregadores.

Segundo o MPT, as mensagens compartilhadas têm potencial para incentivar práticas discriminatórias e estimular demissões em massa com base em convicções políticas e ideológicas, agravadas pelo fato de partir de uma agente pública com mandato eletivo.

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