Na manhã de 21 de setembro, a candidata do PSDB à governadora do Distrito Federal, Paula Belmonte, subiu ao palco do SBT para participar da sabatina eleitoral, onde reiterou seu compromisso com a ética pública e apresentou propostas estruturantes para a saúde regional, incluindo a construção de 40 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a implementação de um prontuário eletrônico único destinado à integração dos sistemas de saúde públicos.
Contexto Institucional e Estratégia de Campanha
A sabatina, realizada no âmbito do programa eleitoral do SBT, contou com a presença de representantes da legenda partidária e serviu como palco para a definição de eixos centrais da candidatura, notadamente o combate à corrupção e o reforço da governança em áreas sensíveis como saúde e educação. Durante o encontro, Belmonte afirmou que a honestidade não é mero atributo político, mas um princípio inegociável para o exercício do poder público.
Nos dias subsequentes ao debate, a candidata reiterou suas propostas durante participação em sabatina no Sinpro-DF, onde destacou a necessidade de valorizar o magistério e ampliar o acesso à educação básica, em consonância com seu plano de investimento em infraestrutura social.
O cenário eleitoral no Distrito Federal segue marcado por intensa disputa entre os candidatos Celina (MDB), Arruda (PL) e Grass (PV), com Igape/Record apontando a liderança de Celina com 41,5% dos votos, enquanto Arruda soma 16,3% e Grass 15,8%, segundo levantamento divulgado na terça-feira.
Paula Belmonte afirmou que a construção de 40 Unidades Básicas de Saúde representará uma transformação sem precedentes na cobertura assistencial do Distrito Federal.
Repercussão Política e Desafios Institucionais
A ausência de Celina no debate promovido pela Record gerou questionamentos sobre sua disponibilidade para o confronto direto com os adversários, já que sua justificativa — envolvimento em atividades oficiais — foi interpretada por setores da opinião pública como tentativa de evitar o embate político.
A rejeição da candidatura de Arruda ao TSE motivou recurso formal movido por seu comando político, que alega irregularidades no processo de validação documental, embora a decisão do tribunal ainda não tenha sido publicada.
Especialistas em governança pública apontam que a proposta de prontuário eletrônico único exige investimento estimado em R$ 120 milhões ao longo de quatro anos, com potencial para reduzir custos operacionais e melhorar a rastreabilidade dos atendimentos em até 30%.
O s próximos passos incluem a submissão das propostas ao TSE para validação final e a definição de cronogramas de implementação junto aos secretários de saúde e planejamento do GDF.
Ainda há Expectativa quanto à reação das bases partidárias diante do posicionamento crítico sobre o sistema atual de saúde, que ainda opera com fragmentação administrativa entre municípios e unidades federativas.



