O embate entre o apresentador Tiago Leifert e o especialista em leitura labial Gabriel Velloso, sobre a admissibilidade de análises de linguagem corporal como prova forense no caso Neymar Jr., reacendeu o debate sobre os limites da perícia audiovisual nas investigações criminais e esportivas.
Contexto das Investigações e Desafios Técnicos na Análise Audiovisual
A análise realizada por Gabriel Velloso, que gerou repercussão ao supostamente decifrar ofensas de Neymar Jr. À árbitra Edina Alves Batista durante partida entre Santos e Mirassol, foi questionada por Tiago Leifert, que defende a impossibilidade de utilizar vídeos de leitura labial — mesmo com suposta precisão técnica — como base para decisões judiciais ou administrativas no STJD.
A controvérsia se insere em um cenário mais amplo no qual o uso de recursos digitais na apuração de crimes e infrações esportivas tem avançado sem clareza normativa, gerando incerteza sobre os critériios de validade e admissibilidade em instâncias oficiais.
O especialista Gabriel Velloso afirmou que sua metodologia analisa articulação labial, postura corporal, ritmo da fala e contexto emocional, exigindo horas de estudo para cada interpretação.



