Na manhã de sexta-feira, 11 de setembro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou a exigência de total transparência no caso Master, defende que a abertura dos sigilos deve revelar integralmente os atos investigados para restabelecer a legitimidade da Suprema Corte, enquanto o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, determinou o levantamento do sigilo sobre todas as peças e procedimentos vinculados à Petição 15.556 e ao Inquérito 5026, com prazo de 24 horas para que o ministro relator, André Mendonça, encaminhe os documentos em formato digital à presidência do tribunal e aos gabinetes dos demais magistrados.
Contexto Institucional e Histórico da Decisão Judicial
A decisão do ministro Edson Fachin representa o desfecho de uma longa articulação entre o Ministério Público Federal e o STF, após requerimento do vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubrinand Filho, que apontou a necessidade de incluir na liberação inicial de Mendonça documentos que estavam fora da lista original de sigilo levantada na noite de quinta-feira, 10 de setembro.
O presidente Lula, ao mesmo tempo em que pressiona por uma apuração abrangente, posicionou-se como garante da transparência total, defendendo que a revelação integral dos atos investigados permitirá que 'todo mundo fique nu diante da sociedade brasileira', conforme declaração veiculada em entrevista ao SBT.
O ministro Edson Fachin concedeu ao relator André Mendonça prazo de 24 horas para encaminhar os documentos do caso Master em HD à presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros.
Lula afirmou que a abertura total do sigilo deve colocar 'todo mundo nu diante da sociedade brasileira' para restaurar a credibilidade da Suprema Corte.
Moraes acusou Mendonça de deixar 180 documentos fora da liberação inicial do sigilo.
Governo e campanha lulaense buscam capitalizar o fim dos sigilos como marco de responsabilização no escândalo financeiro do Banco Master.
Repercussão Jurídica e Cenários Futurísticos
A decisão do STF foi recebida com satisfação por setores da sociedade civil e órgãos de controle, que consideram o levantamento do sigilo uma vitória para a transparência institucional e para os mecanismos de responsabilização financeira no âmbito do sistema bancário.
Entretanto, juristas apontam que a efetividade da medida dependerá da fiel execução pelo ministro Mendonça e da colaboração das autoridades envolvidas na operação Compliance Zero, que investiga práticas ilícitas no Grupo Master.



