Na sexta-feira (9), a qualidade do ar em Manaus registrou concentração de partículas finas (PM2,5) de 196,4 µg/m³, atingindo nível considerado péssimo pelos sensores da plataforma PurpleAir às 6h, conforme alerta oficial baseado na Resolução Conama nº 491/2018, e desencadeou a suspensão excepcional das atividades escolares e educacionais em instituições municipais, como medida preventiva para proteger a saúde da população.
Contexto Sanitário e Medidas Preventivas da Administração Municipal
A leitura atmosférica, registrada por dez sensores da plataforma tecnológica PurpleAir entre as 6h do dia 9 e as 12h do mesmo período, revelou níveis de poluição 39 vezes superiores ao limite máximo recomendado pela Resolução Conama nº 491/2018, que estabelece critérios operacionais para a qualidade do ar em áreas urbanas, configurando situação de risco iminente à saúde pública.
A Prefeitura de Manaus, por meio de comunicado oficial, determinou a paralisação das atividades presenciais nas escolas da rede municipal de ensino, nos Centros Municipais de Arte-Educação (Cmaes), no Parque Cidade da Criança e em demais espaços educacionais e de atendimento especializados, adotando medidas preventivas alinhadas às orientações técnicas dos órgãos competentes para mitigar os efeitos da exposição prolongada ao PM2,5, especialmente em grupos vulneráveis como crianças, idosos, gestantes e pacientes com doenças respiratórias pré-existentes.
A concentração de PM2,5 em Manaus chegou a 196,4 µg/m³ na sexta-feira (9), ultrapassando em 39 vezes o limite seguro estabelecido pela Resolução Conama nº 491/2018.
Repercussão Técnica e O rientações para a População
A administração municipal informou que mantém monitoramento contínuo das condições atmosféricas por meio de seus equipes técnicas e segue orientando a população sobre os cuidados essenciais, como uso obrigatório de máscara PFF2 em ambientes fechados ou com ventilação limitada, hidratação constante e evitar atividades físicas intensas ao ar livre quando houver risco elevado.
Diante do cenário crítico, especialistas em saúde pública ressaltam que a exposição prolongada ao PM2,5 pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, exigindo atenção redobrada por profissionais da saúde e autoridades para garantir a segurança da população até que os níveis de poluição voltem a padrões considerados seguros.



