Na última terça‑feira, 20 de novembro, a Polícia Civil de Mato Grosso encaminhou a detenta Angélica Saraiva de Sá, conhecida como "Angeliquinha", ao regime disciplinar diferenciado (RDD), medida que impõe condições rigorosas de internação com o objetivo de neutralizar sua influência como liderança da facção criminosa e impedir novas fugas.
Contexto Institucional e Histórico da Transferência
A transferência ocorreu sob a autoridade do juiz da 5ª Vara Criminal de Sinop, Anderson Clayton Dias Batista, que decretou a mudança para o RDD em razão da conduta de liderança exercida pela interna, que coordenava atividades financeiras, de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, conforme constata a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime O rganizado (Draco).
A prática do RDD impõe celas individuais, visitas restritas, duas horas diárias de solárium e outras sanções disciplinares que reduzem significativamente o contato da apenada com o exterior, visando conter sua capacidade operacional dentro da organização criminosa.
Mais de 260 anos de prisão foram decretados para Angeliquinha, refletindo a gravidade dos crimes cometidos.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A decisão foi recebida com satisfação por autoridades do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, que destacam a importância da medida como instrumento de combate ao crime organizado e reforçam a necessidade de monitoramento contínuo das atividades da facção.
Especialistas em direito penal apontam que a aplicação do RDD representa um avanço na política penitenciária brasileira, ao combinar medidas disciplinares com o objetivo de desarticular estruturas hierarchicamente organizadas.



