O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou a aliados sua preferência pela indicação de um político para comandar o Ministério da Segurança Pública, pasta que o governo pretende criar após a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição no Congresso Nacional. A medida busca expandir as atribuições federais na área e promover a integração entre os entes federativos.
Segundo interlocutores do mandatário, os nomes dos ex-ministros Camilo Santana (PT-CE) e Fernando Haddad (PT-SP) são considerados possibilidades para chefiar a pasta. A cogitação de Haddad está ligada ao seu trabalho no Ministério da Fazenda no combate ao crime organizado, incluindo operações da Receita Federal, como a “Carbono Oculto”.
Fontes próximas ao presidente apontam que a liderança da pasta poderia garantir protagonismo aos petistas sem configurar uma indicação direta de sucessor. Lula também teria afirmado que a esquerda precisa ampliar sua participação no debate sobre segurança pública, tema atualmente liderado pela direita, e pretende fazer do ministério um dos pilares de seu quarto mandato.
Com essa movimentação, perde força a candidatura do promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya, técnico conhecido pelo combate ao PCC e que havia dito publicamente aceitar o convite para comandar a pasta. Articuladores do governo preveem a votação da PEC da Segurança Pública na segunda semana de novembro e discutem separadamente a redução da maioridade penal.



