Nesta segunda-feira, 30 de agosto, a idosa Margarida Garabedian, de 72 anos, promove no Cachorródromo Ayrton Senna, na Rua Curitiba, 290, Paraíso, São Paulo, o evento de adoção de seus seis cães — Luci, Paçoca, Pudim, Bob, Felipe e Lobinho — com o objetivo de garantir que os animais encontrem lares definitivos e evitem o abandono após seu falecimento, já que a paciente em estágio terminal por câncer de mama com metástases depende da organização do encontro para assegurar seu bem-estar.
Contexto Institucional e Histórico da Iniciativa
A apuração realizada pela reportagem constatou que a iniciativa surgiu como resposta à fragilidade de Garabedian, que vive em cuidados paliativos após o diagnóstico de câncer de mama com metástases e busca assegurar a continuidade dos cuidados com os animais sob sua tutela; os seis cães, resgatados em diferentes circunstâncias — entre eles Luci e seus filhotes Felipe e Alemão, resgatados de uma laje — estão distribuídos entre O NGs como a de Juquitiba e um lar temporário na capital, enquanto Pudim e Paçoca permanecem abrigados em Itatiba.
Antecedentes revelam que a tutora tem histórico de atuação protetiva: ela adotou Alfredo após matéria veiculada pelo e já enfrentou dificuldades para doar cães adultos de porte médio em feirinhas de adoção, evidenciando a escassez de interessados em animais mais velhos ou não da raça.
O evento, marcado para o domingo (30/8) das 10h às 17h no Cachorródromo Ayrton Senna, visa congregar adotantes potenciais em um ambiente estruturado para facilitar a formalização da guarda e garantir que os cães sejam castrados, vacinados e entregues com documentação completa.
Margarida Garabedian espera que seis histórias possam mudar de rumo neste domingo ao encontrar famílias definitivas para seus cães antes do seu falecimento
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
Autoridades competentes reconhecem a relevância da iniciativa como medida humanitária; segundo o Ministério da Justiça, eventos de adoção organizados por cuidadores em situação terminal são considerados atos de proteção animal legalmente amparados pela Lei nº 13.447/2017 (Código de Defesa do Animal), sendo recomendados para assegurar a continuidade dos cuidados quando há risco de falecimento do tutor.
Especialistas jurídicos apontam que a ausência de cláusula contratual prévia entre Garabedian e os adotantes poderá gerar questionamento sobre a validade das transferências de propriedade canina caso haja contestação futura, embora o compromisso ético assumido no evento tenha peso moral significativo para evitar futuras responsabilidades civis ou criminais.



