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Economia

Juros futuros sobem com pressão do cenário político e dos Treasuries

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Ontem às 16:56
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Juros futuros sobem com pressão do cenário político e dos Treasuries
Fatos Rápidos da Notícia
  • Após um início de sessão relativamente calmo, as taxas dos DIs de longo prazo ​ganharam força no fim da manhã desta quarta-feira (28) e se ​firmaram em alta, na esteira da aceleração dos rendimentos dos Treasuries no exterior e do noticiário político brasileiro.
  • Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus desdobramentos, incluindo a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os EUA, mantiveram o mercado sensível e sujeito à volatilidade.
  • No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,385%, praticamente estável ante o ajuste ⁠de 14,381% da véspera. Já a taxa ​do DI para janeiro de 2035 estava em 15,12%, com alta de 21 pontos-base ante ​14,907%.
Resumo Editorial

Após um início de sessão relativamente calmo, as taxas dos DIs de longo prazo ​ganharam força no fim da manhã desta quarta-feira (28) e se ​firmaram em alta, na esteira da aceleração dos rendimentos dos Treasuries no exterior e do noticiário político brasileiro.

Após um início de sessão relativamente calmo, as taxas dos DIs de longo prazo ​ganharam força no fim da manhã desta quarta-feira (28) e se ​firmaram em alta, na esteira da aceleração dos rendimentos dos Treasuries no exterior e do noticiário político brasileiro.

Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus desdobramentos, incluindo a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os EUA, mantiveram o mercado sensível e sujeito à volatilidade.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,385%, praticamente estável ante o ajuste ⁠de 14,381% da véspera. Já a taxa ​do DI para janeiro de 2035 estava em 15,12%, com alta de 21 pontos-base ante ​14,907%.

Na segunda-feira as taxas dispararam mais de 250 pontos-base em alguns vencimentos, com os agentes reagindo negativamente à ⁠vitória de Lula sobre Flávio, o favorito da ⁠Faria Lima, na disputa eleitoral. Por trás do movimento está o receio de que, ​com ‌Lula no Planalto, haja mais dificuldades para o equilíbrio das contas públicas.

Na terça-feira houve certo ajuste de baixa, com ⁠as taxas cedendo aproximadamente entre 30 e 40 pontos-base ao longo da curva.

Nesta quarta-feira as taxas alternaram altas e baixas mais cedo, mas no fim da manhã ganharam um impulso do avanço dos Treasuries antes da decisão sobre ‌juros ⁠do Fed (Federal Reserve).

Operador ouvido ‌pela Reuters afirmou que o mercado também pressionava para que o Tesouro Nacional promovesse nova operação de recompra de títulos, assim como ocorreu na segunda e na terça-feira, para segurar as taxas. No entanto, o Tesouro ficou fora ⁠dos negócios.

Ao mesmo tempo, as atenções seguiram voltadas para a ⁠fuga de Flávio para os EUA. O avião que transportava o senador e sua família chegou pela manhã em Miami.

Investigado em inquéritos ‌no STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio descumpriu a ordem para entregar seus passaportes e saiu do país dois dias depois de perder a eleição para Lula.

Profissionais ouvidos pela Reuters ao longo do dia citaram a preocupação de que a fuga de Flávio possa aprofundar os atritos entre Brasil e EUA, impactando a economia brasileira – ‌incluindo o câmbio e as taxas de juros.

À tarde, o Federal Reserve anunciou a manutenção de sua taxa de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, como era largamente esperado, com o Fomc (Comitê Federal de ⁠Mercado Aberto) dizendo que aguardará a coleta de mais informações para decidir o rumo da política monetária dos EUA.

Os rendimentos dos Treasuries demonstraram volatilidade após a decisão do Fed e durante a entrevista coletiva do chair da ​instituição, Kevin Warsh, enquanto no Brasil as taxas dos DIs se mantiveram em alta.

Após a máxima de 15,310% (+40 pontos-base) ​às 11h41, em meio ao noticiário sobre a fuga de Flávio, a taxa do DI para janeiro de 2035 fechou a sessão regular em 15,12%, já após a decisão do Fed.

No exterior, às 16h35 o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões de investimento – ‌subia 5 pontos-base, a 5,04%.

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