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Pará

Empresária paraense denuncia ataques xenófobos após restaurante em Santa Catarina usar vermelho da bandeira do Pará

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 17:33
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Empresária paraense denuncia ataques xenófobos após restaurante em Santa Catarina usar vermelho da bandeira do Pará
Fatos Rápidos da Notícia
  • Restaurante de comida paraense em Joinville sofre ataques após uso do vermelho na identidade visual
  • Empresária recebe ameaças de boicote e mensagens hostis contra moradores paraenses
  • Cor é interpretada por alguns usuários como referência ao PT
Resumo Editorial

A dona do Pará Pai D’Égua, em Joinville, relata ameaças de boicote e mensagens hostis contra moradores paraenses por causa da cor vermelha na identidade visual do estabelecimento, interpretada por alguns como referência partidária.

Kelren Maciel, proprietária do restaurante Pará Pai D’Égua em Joinville, Santa Catarina, afirma ter recebido críticas, ameaças de boicote e mensagens direcionadas a paraenses que vivem na cidade por causa do vermelho utilizado na marca do estabelecimento. Segundo ela, a cor foi interpretada por alguns usuários como uma referência ao PT, gerando manifestações de intolerância política e xenofobia.

A discussão ganhou repercussão depois que Kelren publicou um vídeo na terça-feira (27) para explicar a escolha da marca. Nas imagens, ela questiona as cobranças para retirar o vermelho e apresenta uma camisa com a bandeira do Pará como demonstração da origem da identidade visual.

A empresária relatou que também recebeu mensagens com cobranças para que a comunidade paraense moradora de Joinville retornasse ao estado de origem. Ao responder aos internautas que pediram sua saída da cidade, ela afirmou: “Estamos no Brasil”.

O Pará Pai D’Égua mantém unidades nos bairros Espinheiros e Itinga, em Joinville. O negócio comercializa comidas típicas e produtos do Pará, com a proposta de levar referências da culinária e da cultura paraense aos moradores da cidade e atender quem deixou o estado para viver em Santa Catarina.

Kelren sustenta que o vermelho representa suas raízes e a bandeira paraense, não uma posição partidária. Ela afirmou que não pretende modificar a marca para atender às exigências: “Eu não posso mudar a cor da bandeira, porque quando eu nasci, a bandeira já era vermelha”.

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Tags:xenofobia
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