A Polícia Federal revelou, nesta sexta-feira (11), documentos sigilosos do Caso Master no Supremo Tribunal Federal que comprovam a negociação entre Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), para viabilizar uma fraude imobiliária bilionária em troca de propina de R$ 146 milhões, culminando na formalização da compra do Master pelo BRB em 18 de abril de 2024.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
As mensagens obtidas pela Polícia Federal e incluídas nos autos do Caso Master, sob relatoria do ministro André Mendonça após decisão de Edson Fachin, detalham acordos para transferir créditos irregulares do Master ao BRB com o objetivo de mascarar prejuízos financeiros decorrentes de carteiras consignadas com inadimplência elevada, conforme constatações anteriores das equipes de monitoramento do BRB em 2024.
O s diálogos revelam que o ex-presidente do BRB reconhecia a necessidade de ajustar taxas de originação e estruturar operações futuras para compensar perdas geradas por exigências documentais inadequadas, evidenciando um plano deliberado de subornar normas para favorecer a aquisição ilegal do Banco Master por aproximadamente R$ 17 bilhões.
A fraude imobiliária movimentou cerca de R$ 17 bilhões e gerou propina de R$ 146 milhões em imóveis adquiridos por Paulo Henrique Costa.
Repercussão Legal e Estratégias de Mitigação
A defesa de Daniel Vorcaro optou por não se manifestar publicamente sobre as acusações, enquanto o Ministério Público Federal e a Justiça Federal mantêm investigação em andamento para apurar responsabilidades penais na operação que envolveu documentos inexistentes ou adulterados.
Especialistas em compliance bancário apontam que a compra do Master pelo BRB, formalmente anunciada em 18 de abril, deve enfrentar intenso escrutínio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central, com possibilidade de anulação contratual e ressarcimento ao erário caso se comprove prejuízo ao sistema financeiro nacional.



