Na noite de 05 de setembro, o candidato Daniel Santos (Podemos), recém-eleito prefeito de Ananindeua, proferiu ofensas à Polícia Militar durante passagem pela Seccional da Cidade Nova, após a condução de quatro pessoas e apreensão de equipamentos em um posto de combustíveis localizado no mesmo município.
Apuração da O peração Policial e Contexto das Investigações
A operação policial, realizada às vésperas de uma carreata de apoio à campanha do candidato, resultou na detenção do gerente do posto e três frentistas após suspeita de distribuição irregular de combustível para fins eleitorais, conforme relatado pela Polícia Militar.
O material apreendido — composto por planilha com nomes e placas de veículos, computador e dois celulares — foi encaminhado à Justiça Eleitoral para apuração de possíveis infrações ao Código Eleitoral.
Quatro indivíduos foram conduzidos à delegacia e equipamentos eletrônicos e documentais foram apreendidos para análise da Justiça Eleitoral
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
As declarações de Daniel Santos foram repudiadas pelo Clube dos O ficiais da Polícia Militar (COPM), pela Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Pará (ADEPOL/PA) e pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Pará, entidades que consideraram as ofensas incompatíveis com a dignidade institucional e o exercício funcional da autoridade policial.
Especialistas apontam que a conduta pode configurar crime eleitoral ou abuso de poder político, especialmente diante da proximidade com o pleito estadual previsto para o domingo.
Os envolvidos têm prazo legal para apresentar esclarecimentos sobre a origem dos pagamentos e a regularidade das operações no posto.



