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Polícia

PCDF deflagra Operação Azzardo contra esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 10:39
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PCDF deflagra Operação Azzardo contra esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro
Fatos Rápidos da Notícia
  • Operação Azzardo foi deflagrada pela PCDF com 200 policiais e 50 mandados em cinco estados
  • Empresas usavam licenças estaduais para operar apostas ilegalmente fora do estado
  • Fintech A55 movimentou aproximadamente R$ 1 bilhão ligado a bets ilegais
Resumo Editorial

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga uma rede que utilizava licenças estaduais e empresas de fachada para operar apostas ilegais em todo o país, movimentando bilhões de reais por meio de uma fintech de São Paulo.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quinta-feira (5/11) a Operação Azzardo, investigando casas de apostas que usavam licenças estaduais para atuar ilegalmente fora de suas jurisdições. A ação, conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), apura um esquema envolvendo 30 empresas do ramo, sendo que muitas delas eram fictícias e não possuíam sites ou estrutura de apostas.

A delegada Ágata Natasha Santos explicou que algumas plataformas legalizadas por governos estaduais descumpiam requisitos legais ao receber dinheiro de apostadores de outros estados, prática vedada pela legislação. Um investigado de Goiás operava quatro empresas fora do estado sem legalização adequada.

A investigação revelou que os criminosos recrutavam pessoas de baixa renda para figurarem como sócias e titulares de contas bancárias e CNPJs em troca de pagamentos, como o caso de um indivíduo que recebeu R$ 200 para fornecer seus dados. Em Sobradinho e Ceilândia, foram encontradas empresas registradas com atividades incompatíveis, como assistência psicossocial e comércio de artigos de tarô, além de dez companhias com o mesmo telefone corporativo em um único lote.

A fintech A55 Sociedade de Crédito Direto, localizada na Faria Lima, em São Paulo, funcionou como hub financeiro para as bets ilegais, recebendo pagamentos via Pix e transferindo valores para empresas investigadas e plataformas sem autorização federal. A instituição movimentou cerca de R$ 1 bilhão, valor muito superior ao seu capital social declarado.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões dos investigados, suspendeu os registros de 100 empresas e proibiu a abertura de novas contas bancárias por 90 dias. Além disso, foram autorizados o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 jurídicas. Os envolvidos podem responder por crimes com penas que somadas chegam a 33 anos de prisão.

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