No Universo TOTVS 2026, evento de tecnologia empresarial realizado em São Paulo, George Westerman, professor do MIT Sloan School of Management, afirmou que a inteligência artificial já é uma realidade consolidada no âmbito corporativo, exigindo que as organizações repensem integralmente seus modelos de negócio e priorizem uma estratégia orientada para o 'IA primeiro', visando extrair valor concreto por meio da transformação operacional.
Contexto Estratégico e Desafios da Transformação Corporativa
George Westerman destacou durante entrevista ao Cast que a dificuldade das empresas não reside na própria tecnologia, mas na capacidade de reconfigurar processos centrados no cliente e na arquitetura de produtos, já que a IA permite operações antes impensáveis, como interações humanas automatizadas e geração autônoma de conteúdo.
O especialista ressaltou que a transformação digital impulsionada pela IA representa um marco similar ao impacto da internet nas décadas recentes, exigindo das lideranças empresariais a adoção de mentalidade proativa para repensar modelos de negócio e integrar a inteligência artificial como pilar central das estratégias institucionais.
A IA já é uma realidade presente nas empresas, e o desafio central está em extrair valor concreto dessa tecnologia, não em sua implementação técnica.
Repercussão Setorial e Caminhos para a Adaptação O rganizacional
A recomendação de Westerman para que as organizações adotem uma mentalidade de 'IA primeiro' implica a necessidade de reestruturar hierarquias operacionais, priorizando funções que complementam a tecnologia em vez de competir com ela, especialmente em áreas que demandem criatividade e julgamento complexo.
Segundo o especialista, o futuro pertence àqueles que conseguem equilibrar a automação de atividades rotineiras com o fortalecimento de competências humanas únicas, como pensamento crítico e relacionamento interpessoal, para garantir relevância em um mercado cada vez mais dinâmico.


