Em 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra 177 processos por violência política de gênero contra mulheres candidatas, número que supera em mais de 126% o total de 2024, evidenciando um alarmante padrão de ataques coordenados que ameaça a participação política feminina em escala nacional.
Contexto Institucional e Apuração da Violência Política de Gênero
De acordo com o TSE, 34,85% das 20,5 mil candidaturas registradas em 2026 são de mulheres — cerca de 7,1 mil — que disputam cargos federais, estaduais e legislativos, tornando-se alvos sistemáticos de ameaças de morte, violência sexual, racismo e exposição de dados pessoais, com apurações indicativas de organização por grupos masculinistas ligados à extrema-direita.
A Secretária Nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, afirma que os casos não são isolados e seguem padrões recorrentes: mensagens com ameaças explícitas, uso de deepfakes e divulgação não autorizada de informações íntimas, frequentemente oriundas de remetentes únicos ou redes estruturadas que buscam deslegitimar a presença feminina na arena política.
Em 2026, mais de 177 processos por violência política de gênero contra mulheres candidatas superam em mais de 126% o total registrado no último ciclo eleitoral.
Repercussão Legal e Estratégias de Proteção
A Secretaria de Mulheres do PT oferece acompanhamento jurídico especializado, atuação digital e integração com órgãos competentes para investigar os casos e solicitar medidas protetivas, enquanto o TSE disponibiliza a ferramenta Likeness ID, desenvolvida com o YouTube, para identificar e remover conteúdos manipulados que utilizem imagens das candidatas.
Além disso, novas tecnologias como o sistema de detecção de clonagem de voz em parceria com a ElevenLabs visam prevenir o uso indevido de áudios sintéticos, bloqueando tentativas de suplantar vozes oficiais e reforçando a segurança das comunicações eleitorais.



