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Política

PT denuncia ataques coordenados de grupos de extrema-direita contra mulheres candidatas nas eleições

PorAlice GrothVerificadoOrtografia IAPublicado Há 40 min
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PT denuncia ataques coordenados de grupos de extrema-direita contra mulheres candidatas nas eleições
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Partido dos Trabalhadores (PT) apura que há um padrão de ataques coordenados de gênero contra mulheres candidatas nas eleições de 2026, com registro de 177 processos pelo TSE até 22/9, superando em mais que o dobro o total do último ciclo eleitoral
  • Das 20,5 mil candidaturas registradas em 2026, 34,85% são de mulheres (cerca de 7,1 mil), que disputam cargos federais, estaduais e legislativos, sendo alvo de ameaças de morte, violência sexual, racismo e exposição de dados pessoais
  • A violência política de gênero é crime eleitoral desde 2021 com pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa; o TSE e o MPF registraram 177 processos em 2026 (63 no Sudeste, 37 no Sul, entre outros), representando aumento de 126,9% em relação a 2024
Resumo Editorial

Em 2026, o TSE registra 177 processos por violência política de gênero contra mulheres candidatas, superando em 126% o total de 2024, evidenciando ameaças coordenadas que comprometem sua participação política.

Em 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra 177 processos por violência política de gênero contra mulheres candidatas, número que supera em mais de 126% o total de 2024, evidenciando um alarmante padrão de ataques coordenados que ameaça a participação política feminina em escala nacional.

Contexto Institucional e Apuração da Violência Política de Gênero

De acordo com o TSE, 34,85% das 20,5 mil candidaturas registradas em 2026 são de mulheres — cerca de 7,1 mil — que disputam cargos federais, estaduais e legislativos, tornando-se alvos sistemáticos de ameaças de morte, violência sexual, racismo e exposição de dados pessoais, com apurações indicativas de organização por grupos masculinistas ligados à extrema-direita.

A Secretária Nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, afirma que os casos não são isolados e seguem padrões recorrentes: mensagens com ameaças explícitas, uso de deepfakes e divulgação não autorizada de informações íntimas, frequentemente oriundas de remetentes únicos ou redes estruturadas que buscam deslegitimar a presença feminina na arena política.

Ponto de Destaque

Em 2026, mais de 177 processos por violência política de gênero contra mulheres candidatas superam em mais de 126% o total registrado no último ciclo eleitoral.

Repercussão Legal e Estratégias de Proteção

A Secretaria de Mulheres do PT oferece acompanhamento jurídico especializado, atuação digital e integração com órgãos competentes para investigar os casos e solicitar medidas protetivas, enquanto o TSE disponibiliza a ferramenta Likeness ID, desenvolvida com o YouTube, para identificar e remover conteúdos manipulados que utilizem imagens das candidatas.

Além disso, novas tecnologias como o sistema de detecção de clonagem de voz em parceria com a ElevenLabs visam prevenir o uso indevido de áudios sintéticos, bloqueando tentativas de suplantar vozes oficiais e reforçando a segurança das comunicações eleitorais.

Atenção / Ponto Crítico
O s processos em curso podem resultar em penas de reclusão entre um e quatro anos e multas rigorosas para os autores comprovados.

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