A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou multas superiores a R$ 200 milhões a investidores envolvidos em um esquema de fraude com um fundo de investimento imobiliário (FII), no qual o Banco Master, o gestor Daniel Vorcaro e parentes de um ex-banqueiro foram centrais, enquanto a ex-CFO da Reag, Fabiana Franco, teve sua sessão de julgamento adiada indefinidamente, sem nova data definida.
Contexto Regulatório e Apuração da Fraude
A CVM identificou irregularidades na gestão do fundo FII, que operava com recursos captados por meio de promessas de rentabilidade artificially alta, envolvendo o Banco Master e seus colaboradores próximos ao ex-banqueiro. A apuração técnica revelou indícios de falsificação de demonstrativos e uso indevido de recursos para fins pessoais, com indícios de estruturação de pagamentos a intermediários vinculados ao grupo.
A ausência de demonstrações financeiras audited da Reag para 2024 e para os primeiros dois trimestres de 2025, período em que Fabiana Franco ocupou o cargo de diretora financeira, ampliou as suspeitas sobre a transparência da operação e contribuiu para o congelamento das atividades do fundo em novembro de 2025.
Mais de R$ 200 milhões em multas aplicadas pela CVM a participantes do esquema fraudulento com fundo FII envolvendo Banco Master e Daniel Vorcaro.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Investigação
A CVM comunicou que a decisão de adiar o julgamento contra Fabiana Franco se deve à necessidade do relatório técnico conclusivo da área especializada, sinalizando que o processo permanece em fase instrutória sem previsão imediata de retomada.
As declarações oficiais reforçam que a responsabilidade na gestão financeira da Reag é atribuída à executiva investigada, enquanto o Ministério Público e a Justiça Federal aguardam o desfecho das apurações para eventual responsabilização criminal e civil.



