Na manhã de 27 de setembro de 2024, dentro da cela da Penitenciária de Segurança Média 2 (PSME2), no Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, em Viana (ES), uma mulher transexual identificada pelas iniciais L. R. O. Foi encontrada morta com o pescoço cortado, após ser decapitada, em um fato que já mobiliza as investigações da Polícia Civil e da Polícia Científica.
Contexto Penitenciário e Desdobramentos da Apuração
De acordo com informações oficiais divulgadas pela Secretaria da Justiça (Sejus), a vítima encontrava-se sob custódia institucional desde junho de 2024, cumprindo pena por envolvimento em tráfico de drogas, e encontrava-se em uma das celdas específicas destinadas à população LGBTQIA+ dentro do complexo prisional.
A apuração preliminar indica que o crime ocorreu após desentendimento entre internos, com dois deles confessando a participação no homicídio, enquanto demais ocupantes da mesma cela foram ouvidos pela autoridade policial; as equipes periciais já coletaram vestígios físicos e laudos técnicos para esclarecer os contornos do delito.
A vítima, L. R. O., cumpria pena por tráfico de drogas desde junho de 2024, quando foi encontrada decapitada na cela destinada à população LGBTQIA+ na Penitenciária de Segurança Média 2.
Repercussão Institucional e Desafios na Gestão Penitenciária
A Diretoria-Geral do Sistema Penitenciário Estadual (SIPES) acionou imediatamente a Comissão de Avaliação e Fiscalização para avaliar as condições estruturais e operacionais da unidade, diante do gravíssimo episódio que expõe vulnerabilidades no controle interno e na proteção de presos em situação de vulnerabilidade.
O Ministério Público do Espírito Santo comunicou a abertura de inquérito civil para apurar responsabilidades administrativas e eventuais falhas na fiscalização, enquanto a Sejus informou que medidas disciplinares serão adotadas assim que os fatos forem definitivamente apurados.



