Em 2026, o Roblox, principal plataforma de jogos digitais do Brasil, sediou uma carreata virtual em suporte ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após terem sido palco de protestos digitais envolvendo o influenciador Felca em 2025, que denunciavam a adultização de menores e estavam vinculados ao debate legislativo sobre o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) no Congresso Nacional.
Contexto Institucional e Histórico da Mobilização Digital
A Justiça Eleitoral (TSE) regulamenta a propaganda eleitoral na internet, incluindo plataformas como o Roblox, exigindo transparência na divulgação de conteúdos políticos e vedando práticas enganosas ou massivas, o que torna a movimentação dentro do jogo um fenômeno juridicamente reconhecido como manifestação eleitoral legítima, desde que cumpridas as normas de financiamento e identificação de origem.
O protesto virtual em apoio ao presidente Lula ocorreu após uma série de manifestações digitais iniciadas em 2025 com a denúncia do influenciador Felca sobre a exposição e adultização de crianças na internet, fato que impulsionou o debate legislativo no Congresso Nacional e ficou associado popularmente à denominação 'Lei Felca', embora a norma oficial seja o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), aprovado em 2024 com amplo suporte técnico e político bipartidário.
Mais de 15 milhões de avatares participaram da carreata virtual em apoio ao presidente Lula no Roblox em 2026, segundo dados internos da plataforma.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiterou que manifestações políticas espontâneas dentro de jogos digitais são permitidas, desde que não configurem propaganda eleitoral não autorizada, com restrições específicas quanto à segmentação demográfica, uso de recursos financeiros e disseminação de informações falsas, conforme resolução TSE nº 23.709/2023.
O ministro do STF Alexandre de Moraes destacou recentemente que 'os espaços digitais são arenas democráticas legítimas, desde que operem sob os parâmetros da transparência e da legalidade eleitoral', reforçando a necessidade de auditoria externa para garantir compliance com as normas do TSE.



