Em dezembro de 2025, a BTG Pactual Asset Management e a China Southern Asset Management firmaram um memorando de entendimento para estruturar ETFs que conectem os mercados de capitais do Brasil e da China por meio de listagem cruzada, com negociação em renminbi nas bolsas chinesas e correspondente fundo listado na B3, visando ampliar o acesso transnacional a ativos brasileiros e chineses.
Contexto Institucional e Estrutura Técnica do Acordo
A formalização do memorando entre as duas gestoras, anunciada oficialmente em comunicado conjunto, prevê a criação de veículos listados localmente que replicam ETFs da contraparte: o BZEQ11, da BTG Pactual Asset, que replica o MSCI Brazil 25/50, será alvo de um fundo chinês negociado em renminbi nas bolsas de Xangai ou Shenzhen, enquanto na B3 será lançado um fundo gerido pela China Southern Asset que terá exposição ao mercado chinês.
O modelo, que depende da estrutura regulatória de cada mercado e da coordenação entre autoridades financeiras, reforça a estratégia de internacionalização dos produtos da BTG Pactual no exterior e expande a presença da China Southern Asset no Brasil, com potencial para atrair milhões de investidores em ambos os países.
A China Southern Asset administra cerca de US$ 402 bilhões em ativos sob gestão, segundo dados de dezembro de 2025.
Repercussão Setorial e Perspectivas Futuras
A iniciativa foi recebida com cautela mista por especialistas, que apontam a necessidade de adequação regulatória e gestão de risco cambial, mas reconhecem o potencial de diversificação portfoliária para investidores institucionais e particulares.
Especialistas do mercado indicam que o sucesso do projeto dependerá da capacidade das gestoras em alinhar seus produtos às normas da CVM e da Securities and Regulatory Commission chinesa, além de manter transparência na alocação dos ativos subjacentes.



