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Política

Justiça Eleitoral apreende R$ 1,86 Milhão e bloqueia programa de compra de votos no Amapá

PorO AntagônicoVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 19:25
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Justiça Eleitoral apreende R$ 1,86 Milhão e bloqueia programa de compra de votos no Amapá
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Justiça Eleitoral cumpriu mandados de busca e apreensão na quinta-feira (1º) em investigação sobre suspeita de compra de votos no Amapá, com apoio da Polícia Federal
  • R$ 1.857.959, além de euros e dólares, foram apreendidos em operação que atingiu sete pessoas, incluindo uma autoridade com foro privilegiado
  • Foi determinado o afastamento temporário de duas servidoras públicas até o fim do segundo turno das eleições para impedir uso eleitoral de cargos
Resumo Editorial

A Justiça Eleitoral apreendeu R$ 1,86 milhão e bloqueou programa de compra de votos no Amapá, atingindo 13 mil beneficiários e afastando servidores públicos.

A Justiça Eleitoral conduziu, na quinta-feira (1º), mandados de busca e apreensão no Amapá no âmbito de investigação que apura suspeita de compra de votos por meio do programa social Renda para Viver Melhor, com apoio da Polícia Federal e envolvimento de sete pessoas, inclusive uma autoridade com foro privilegiado.

Contexto Institucional e Procedimentos Judiciários da Apuração

A operação, coordenada pelo Ministério Público Eleitoral em conjunto com a Polícia Federal, resultou na apreensão de R$ 1.857.959, além de euros e dólares, dispositivos eletrônicos, documentos físicos e dados armazenados em nuvem, nos endereços da investigada na Assembleia Legislativa e de seis demais suspeitos, totalizando sete alvos sob investigação.

Antecedentes revelam que o programa estadual Renda para Viver Melhor, inicialmente com 10 mil beneficiários, teria expandido para 13.305 pessoas até junho de 2026, reforçando indícios de manipulação eleitoral por meio da distribuição seletiva de benefícios em troca de compromisso político.

Ponto de Destaque

Mais de 13 mil beneficiários foram alvo de investigação por possível compra de votos usando recursos públicos do programa Renda para Viver Melhor no Amapá

Repercussão Legal e Desdobramentos do Inquérito

O Superior Tribunal Eleitoral determinou o afastamento temporário de duas servidoras públicas, uma do Super Fácil e outra da Assembleia Legislativa, para impedir uso eleitoral de cargos durante o período eleitoral, medida visando preservar a imparcialidade do pleito.

As próximas audiências serão realizadas com base em provas digitais e testemunhais que comprovam a articulação entre agentes públicos e beneficiários do programa em troca de voto.

Atenção / Ponto Crítico
As servidoras afastadas respondem a processo disciplinar caso sejam constatados indícios de conduta ilícita durante o período eleitoral

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