O partido Missão, recém-registrado no TSE e estruturado a partir do Movimento Brasil Livre (MBL), estreou nas eleições de domingo (4/10) com dois candidatos eleitos exclusivamente em São Paulo – Kim Kataguiri, reeleito deputado federal, e Rafa Minato, eleito deputado estadual – enquanto seu principal candidato, Renan Santos, ficou em quarto lugar na corrida presidencial com 2,6 milhões de votos, equivalentes a 2,24% dos válidos, insuficientes para alcançar a cláusula de barreira.
Contexto Institucional e Histórico da Eleição
A apuração revelou que os 319 candidatos do Missão disputaram vagas na Câmara dos Deputados, nos nove estados exigidos para a cláusula de barreira ou a eleição de 13 deputados federais distribuídos nacionalmente; nenhum conseguiu atingir o patamar de 2,5% dos votos válidos ou os critérios regionais, resultando na perda total de recursos do Fundo Partidário e da propaganda gratuita em rádio e televisão.
O partido, que registrou sua candidatura com menos de um ano no TSE e manteve 500 nomes em disputa, concentrou seu esforço político em São Paulo – natal de figuras como Kim Kataguiri, que migrou do União Brasil após sua reeleição em 2022 –, mas a estratégia falhou ao não lograr apoio significativo em outros estados, consolidando uma derrota histórica que evidencia fragilidade estrutural no projeto político fundado por Renan Santos e os líderes do MBL.
O Missão obteve apenas dois mandatos eletivos em São Paulo, totalizando 705.653 votos somados, enquanto Renan Santos somou 2,6 milhões de sufrágios e ficou em quarto lugar com 2,24% dos válidos.
Repercussão Jurídica e Estratégicas Próximas
Em pronunciamento ao vivo no domingo, Renan Santos reconheceu a frustração com o resultado, afirmando que 'o resultado é ruim' e que o partido não ultrapassará a cláusula de barreira, ficando restrito a dois mandatos estaduais em São Paulo; a legenda deverá manter sua existência jurídica junto ao TSE, mas ficará impedida de receber verbas partidárias e terá restringida sua presença midiática oficial.
Especialistas apontam que a ausência de representação política efetiva nos demais estados inviabiliza a construção de uma base nacional sólida, enquanto Renan Santos já anunciou esforços junto ao TSE para garantir que sua candidatura participe de debates presidenciais na TV, sinalizando possível busca por maior visibilidade institucional.



