Ante o colapso financeiro desencadeado pelas operações controversas do extinto Banco Master, o BRB captou recursos equivalentes a 10 bilhões de reais através da venda de carteiras de crédito imobiliário e ativos estruturados, sendo R$ 376 milhões transferidos à XP para a aquisição de seis cédulas de crédito bancário (CCBs), em movimento que reforça o caráter estratégico da instituição como mecanismo de contenção da crise de liquidez.
Contexto Institucional e O peracional da Desinvestida
A análise detalhada revela que o Banco de Brasília (BRB) executou uma série de vendas de ativos desde o início da crise gerada pelos negócios falidos do Banco Master, totalizando R$ 10 bilhões em recursos captados, dos quais menos da metade foi absorvida pelo BTG Pactual, controlado por André Esteves, conforme apuração jornalística baseada em documentos oficiais e registros cartoriais.
O s movimentos operacionais do BRB incluem a transferência da carteira repassada pelo Master à XP, a venda de blocos de ações da Biomm à Alaska por R$ 220,5 milhões e a tentativa frustrada de divestir R$ 15 bilhões em ativos ao grupo Quadra Capital, decisão interrompida por divergências técnicas sobre parâmetros econômicos e financeiros.
O BRB captou R$ 10 bilhões com a venda de ativos desde o início da crise, valor que representa mais de 94% do total arrecadado com as operações informais envolvendo o extinto Banco Master.
Repercussão Jurídica e Estratégica das O perações
A Receita Federal e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mantiveram postura técnica ao não divulgar formalmente as investigações em curso sobre os mecanismos de venda dos ativos do Master, embora relatórios internos indicem análise apurada sobre possíveis irregularidades na transferência de carteiras de crédito imobiliário para o BTG Pactual.
Especialistas em direito bancário apontam que a ausência de comunicação prévia aos correntistas sobre a cessionagem dos créditos fiduciários configura possível violação ao dever de transparência contratual previstos no Código Civil e nas normas do Banco Central.



