Na quarta‑feira (16/9), o ex‑deputado Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo iniciaram, em Washington D. C., audiências com representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, seguidas de encontros com integrantes da Casa Branca na quinta‑feira (17/9), com o objetivo de solicitar ao governo Trump a reativação das sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e a inclusão do ministro Flávio Dino na lista de autoridades punidas.
Contexto Institucional e Estratégia Diplomática
A coluna apurou que a iniciativa se insere no calendário diplomático brasileiro, após a paralisação do julgamento sobre Alexandre de Moraes pelo Supremo Tribunal Federal, fato que gerou expectativa de reabertura de processos investigativos nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro, que mantém vínculos com círculos conservadores norte‑americanos, e Paulo Figueiredo, referência em redes sociais alinhada ao movimento bolsonarista, levaram documentos detalhados da sessão do STF ao Departamento de Estado, buscando apoio para a retomada das sanções previstas na Lei Magnitsky.
Nos bastidores, interlocutores do governo americano manifestaram cautela quanto ao timing da medida, temendo que a aplicação de sanções antes das eleições presidenciais brasileiras possa fortalecer o discurso de soberania nacional defendido por Luiz Inácio Lula da Silva, potencialmente beneficiando seu pleito eleitoral.
A dupla busca autorizar a retomada das sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e a inclusão de Flávio Dino na lista de autoridades punidas.



