A O CDE divulgou nesta segunda‑feira, 24 de abril de 2026, estimativa preliminar indicando que o Produto Interno Bruto (PIB) combinado de seus 30 países avançou 0,5 % no segundo trimestre do ano, superando ligeiramente o crescimento de 0,4 % registrado nos três meses anteriores; o índice anualizou 2,3 % no segundo trimestre, em contraste com 1,7 % do período imediatamente anterior.
Contexto Institucional e Evolução Trimestral do Produto Interno Bruto
A análise da O CDE aponta que 27 das 30 economias integrantes da organização registraram expansão no trimestre em análise, enquanto três mantiveram o PIB estável; entre os países do G7, o crescimento desacelerou para 0,3 %, refletindo desaceleração significativa na Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, conforme dados preliminares da instituição.
O relatório indica ainda que a economia dos Estados Unidos perdeu fôlego devido à queda das exportações, ao encolhimento dos estoques e à redução do consumo público, enquanto o Canadá acelerou seu crescimento de 0,0 % no primeiro trimestre para 0,8 % no segundo; a França retornou ao crescimento positivo (+0,2 %) após contração de 0,1 % no trimestre anterior.
Em termos de destaque regional, a Irlanda liderou com alta trimestral de 3,9 %, seguida por Israel (3,6 %), enquanto Áustria, Bélgica e Chile registraram crescimento estável ou quase nulo.
A Irlanda registrou o maior avanço trimestral do PIB entre os países da O CDE, com alta de 3,9 %.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Políticas Públicas
Autoridades da O CDE destacam que o ritmo acelerado reflete efeitos derivados de políticas fiscais coordenadas e de investimentos em infraestrutura verde, sugerindo que os próximos trimestres podem consolidar a tendência de crescimento moderado; entretanto, a dependência da recuperação das exportações norte‑americanas e da estabilidade dos setores consumidores permanece ponto crítico para a sustentação do patamar.
Especialistas apontam que a desaceleração observada nos principais membros do G7 pode motivar ajustes nas regras orçamentárias e na política monetária, enquanto economistas alertam para a necessidade de monitorar indicadores de inflação e de dívida pública em face da retomada do dinamismo econômico.



