O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos logo após a derrota no pleito que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato. Ao chegar ao país, publicou uma carta na qual criticou o sistema eleitoral brasileiro e se autointitulou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, alterando posteriormente o título para “líder do Brasil”.
A manobra não foi bem recebida dentro do Partido Liberal. O senador Rogério Marinho, líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio, afirmou que o PL não pode alegar fraude nas eleições sem apresentar provas. O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, declarou que não gostou da carta.
Líderes internacionais de direita também não endossaram a narrativa do senador. Presidentes como Santiago Peña, do Paraguai, José António Kast, do Chile, Daniel Noboa, do Equador, Nayib Bukele, de El Salvador, e Geogia Meloni, primeira-ministra da Itália, reconheceram o resultado das eleições brasileiras.
Embora Donald Trump e Javier Milei ainda não tenham reconhecido a reeleição de Lula, nenhum dos dois fez declarações que apoiem a autoproclamação de Flávio Bolsonaro. Trump chegou a levantar suspeitas sobre o processo eleitoral, mas afirmou que gosta de Lula e que governa os Estados Unidos, não o Brasil.



