Órgãos reguladores da China implementaram um pacote de medidas para estabilizar os mercados de capitais, incluindo operações de swap e a ampliação de uma linha de crédito para que empresas listadas em bolsa recomprem suas próprias ações. As iniciativas foram divulgadas na segunda-feira (2), após o índice de referência CSI300 registrar uma queda de 8,5% em outubro, seu pior desempenho desde o início de 2016.
O Banco Popular da China (PBOC) realizará na terça-feira (3) novas operações de swap com instituições financeiras, podendo injetar mais de 100 bilhões de iuanes, cerca de US$ 15 bilhões, no mercado acionário. Além disso, o esquema de repasse de recursos para financiar recompras e aquisições de ações passará a ser um mecanismo de longo prazo, com a taxa de juros reduzida de 1,25% para 1%.
A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) instou as principais empresas dos índices e gigantes do setor tecnológico a recomprar ativamente ações para estabilizar seus valores de mercado. O órgão também incentivará fundos negociados em bolsa recém-criados a acelerar a construção de posições em ações e encorajará gestores a comprar ativos durante o ciclo de baixa.
Essas ações buscam responder à fraqueza persistente da segunda maior economia do mundo, afetada pelo consumo lento, pela crise de endividamento no setor imobiliário e pelas quedas acentuadas nas ações de tecnologia. Segundo o analista Hao Zhou, da Guotai Haitong Securities, as operações enviam um forte sinal sobre o compromisso dos formuladores de políticas em salvaguardar a estabilidade do mercado e apoiar a confiança dos investidores.
No mesmo dia dos anúncios, o Índice Composto de Xangai subiu 1,1%, representando seu maior ganho percentual em um único dia desde 27 de agosto. O banco central informou que 31 corretoras e gestoras já solicitaram swaps no valor superior a 100 bilhões de iuanes.



