Em Belo Horizonte, Alexandre Kalil, ex-prefeito da capital mineira e candidato ao governo de Minas Gerais pelo PDT, rebateu com ironia a posição de Patrus Ananias (PT) sobre a desestatização da Copasa, destacando que o parlamentar federal não pode se opor à venda da empresa sem reconhecer seu mandato estadual, em momento em que o processo de privatização foi concluído em junho com arrecadação de R$ 8,3 bilhões.
Contexto Institucional e Histórico da Desestatização da Copasa
A privatização da Copasa, realizada sob o governo federal e concluída em junho após leilão na Bolsa de Valores de São Paulo, gerou arrecadação de R$ 8,3 bilhões, marcando um dos maiores negócios do setor de saneamento no país, enquanto Alexandre Kalil, ao reagir à crítica de Patrus Ananias feita durante comício com Lula na Praça da Estação em Belo Horizonte, questionou a consistência do posicionamento do deputado federal em defender a reestreanização da companhia sem considerar seu papel político efetivo no cenário mineiro.
O embate entre os dois políticos se insere em um contexto mais amplo de tensões partidárias e estratégias eleitorais em Minas Gerais, onde Patrus Ananias, candidato apoiado por Lula e com rejeição de 12% segundo levantamento Datafolha, busca se posicionar como defensor da reversão da desestatização para enfrentar a liderança de Cleitinho (32%) e de Kalil (12%), enquanto a ALMG, responsável por legislar sobre a reversão da Copasa, permanece em foco nas negociações pós-venda.
A privatização da Copasa foi concluída em junho com arrecadação de R$ 8,3 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Políticos
A reação de Kalil à declaração de Patrus Ananias reflete tensões estratégicas entre partidos tradicionais e movimentos de esquerda que defendem a reversão da desestatização como forma de resgate do serviço público, enquanto a Justiça Federal já analisa possíveis ações judiciais relacionadas à legalidade do processo de venda da Copasa, que tramita no âmbito da União devido à natureza federal da operação.
Com a rejeição elevada de Patrus Ananias em Minas Gerais, segundo dados do Datafolha, sua postura sobre a Copasa pode impactar sua viabilidade eleitoral em um cenário onde a gestão estadual prioriza setores como educação e saúde diante de uma dívida pública superior a R$ 200 bilhões.



