Em janeiro de 2024, o medicamento experimental ALN-6457, autorizado pela Anvisa para tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob, chegou ao Brasil e foi administrado pela primeira vez a Lito Sousa, paciente sob os cuidados da esposa Mila Seidl, que divulgou seu estado clínico e o andamento lento da resposta terapêutica nas redes sociais.
Contexto Clínico e Regulatório do Tratamento Experimental
A Anvisa concedeu autorização excepcional para o uso do composto ALN-6457, desenvolvido pela empresa biotecnológica BioVaxx, após comprovação de segurança em estudos pré-clínicos em modelos animais, permitindo que Lito Sousa, sob supervisão estrita de médicos e protocolos regulatórios, iniciasse o tratamento em 11 de janeiro.
O medicamento, ainda em fase experimental e sem eficácia comprovada em humanos, atua como inibidor da proteína prion-alteradora (PRCA), buscando conter a progressão da neurodegeneração típica da Creutzfeldt-Jakob, doença rara e fatal que atinge o sistema nervoso central.
O tratamento experimental ALN-6457 representa a primeira intervenção humana contra a doença de Creutzfeldt-Jakob no Brasil, com avanço terapêutico ainda incipiente e respostas clínicas lentas.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
A Anvisa reforçou que o acompanhamento do caso será contínuo e que os resultados serão avaliados periodicamente por um comitê científico independente, com relatórios trimestrais publicados no portal da agência reguladora.
Especialistas apontam que o andamento lento da resposta clínica pode estar ligado à natureza progressiva da doença e à janela terapêutica estreita, exigindo paciência e monitoramento rigoroso nos próximos meses.



