Durante sessão realizada no BTG Pactual, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, confirmou a alocação integral de R$ 6 bilhões no O rçamento de 2027 para a reestruturação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, medida que visa consolidar a viabilidade financeira da estatal sem violar as regras fiscais vigentes.
Contexto Institucional e Fundamentação O rçamentária
A aposta governamental de R$ 6 bilhões, oficialmente inscrita na lei de diretrizes orçamentárias de 2027, representa um marco na política de reestruturação setorial, viabilizada pela liberação de aproximadamente R$ 20 bilhões por meio da revisão de despesas obrigatórias que ampliou o espaço fiscal para gastos discricionários.
O ministro destacou que os recursos constituem contrapartida estratégica para a implementação do Programa de Demissão Voluntária (PDV), otimização da gestão operacional e recuperação do caixa, já que indicadores como o Ebitda e a liquidez da estatal apresentam evolução superior às projeções iniciais do plano de recuperação.
O aporte de R$ 6 bilhões, integralmente previsto no O rçamento de 2027, representa o maior investimento único da história dos Correios para reestruturação setorial.
Repercussão Técnica e Perspectivas de Sustentabilidade
A decisão foi reforçada pelo ministro ao destacar que a operação diferencial se apoia em instrumentos orçamentários previamente aprovados pelo Congresso Nacional, assegurando conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal e evitando novas despesas fora das regras fiscais.
Especialistas apontam que a medida, aliada à redução de custos operacionais e à modernização da frota e da logística, deve contribuir para a recuperação da competitividade da estatal no mercado postal e logístico brasileiro.



