Em uma operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal no âmbito de investigação sobre tráfico de influência no âmbito do Poder Judiciário, o ministro do STF André Mendonça, cuja esposa é irmã de José Nagliatti — motorista do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) — detém vínculo indireto com o gabinete parlamentar por meio do cunhado, empregado como secretário parlamentar desde março de 2023, enquanto a denúncia aponta para a movimentação de recursos públicos sob o pretexto de assessoria parlamentar, configurando possível abuso de poder e violação ao princípio da isonomia na utilização do Fundo Partidário.
Contexto Institucional e Histórico da Utilização de Recursos Públicos
A apuração conduzida pela Polícia Federal, autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino, revelou que o motorista da esposa do magistrado André Mendonça, José Nagliatti, recebe mensalmente R$ 1.7 mil em salário líquido e R$ 1.8 mil em auxílios para exercer função de motorista do deputado federal Cezinha de Madureira, parlamentar que já ocupou cargos relevantes na Comissão de Viação e Transporte e que mantém histórico alinhamento com o ministro do STF durante sua sabatina no Senado.
O contexto institucional envolve o uso estratégico do Fundo Partidário e do tempo de rádio e televisão, mecanismos que asseguram acesso equitativo a partidos com desempenho eleitoral acima da cláusula de barreira, cujo limite percentual impõe desafio financeiro a siglas menores, tornando suspeitas de tráfico de influência ainda mais graves quando associadas a atores com ligações ao Poder Judiciário.
O motorista da esposa do ministro André Mendonça recebe mensalmente R$ 3.5 mil em vencimentos totais para exercer função parlamentar ao lado do deputado Cezinha de Madureira.
Repercussão Jurídica e Estratégias Políticas em Jogo
A defesa oficial de André Mendonça, por meio de assessoria técnica, manteve postura de silêncio institucional, evitando comentar sobre as imputações que vinculam seu círculo familiar a práticas ilícitas na utilização do tempo parlamentar e do Fundo Partidário.
Especialistas em direito eleitoral apontam que, se comprovado o uso indevido de recursos públicos para favorecimento político ou judicial, o caso pode gerar ação direta de inconstitucionalidade ou denúncia ao Ministério Público Eleitoral por abuso de poder econômico.
O s próximos passos incluem a análise dos registros bancários da chefia da assessoria parlamentar e o cruzamento com viagens oficiais do deputado Cezinha de Madureira a estados estratégicos para eleições municipais.



