Dez dias antes do primeiro turno eleitoral, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram a estratégia do voto útil, buscando captar eleitores que ainda mantêm candidato definido mas demonstram disposição para migrar, conforme evidenciam os últimos dados da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 23 de setembro.
Dinâmica das Intenções de Voto e Estratégias de Mobilização na Reta Final
A nova sondagem, que registra Lula com 45,8% e Flávio com 43,4% — avanços de 1,7 ponto percentual para cada um em relação à pesquisa anterior — reforça a concentração da disputa entre os dois principais candidatos, apesar da oscilação adversa observada entre Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), cujos percentuais decresceram numericamente.
Essa movimentação estratégica se insere num quadro mais amplo de intensificação das campanhas na fase decisiva, em que a busca por eleitores em estados-chave como São Paulo, Rio de Janeiro e Nordeste se alia à tentativa de consolidar alianças táticas que possam redefinir o equilíbrio eleitoral no primeiro turno.
Lula e Flávio subiram de 85,8% para 89,2% nas intenções de voto combinadas, sinalizando maior concentração no duelo direto entre os dois principais candidatos.
Repercussão Política e Desafios Institucionais na Transição para o Segundo Turno
As declarações diretas de Flávio Bolsonaro na transmissão ao vivo no YouTube, acompanhada por Tarcísio de Freitas e Tereza Cristina, marcam a adoção explícita da tática do voto útil por parte da campanha do PL, enquanto o PT reforça a mobilização da base tradicional por meio de atos públicos em Rio de Janeiro, Alagoas e Pernambuco.
A estratégia deve enfrentar resistência de setores que defendem a autonomia do voto livre, além de pressionar o Judiciário eleitoral a monitorar possíveis irregularidades na concentração de eleitores estrategicamente migrantes.



