A Senappen definiu uma estratégia de compartilhamento de armamentos e tecnologias do sistema penitenciário federal para 138 unidades prisionais em todo o país, com conclusão prevista até o fim do ano. A medida busca fortalecer as polícias penais estaduais e reduzir a atuação de organizações criminosas dentro e fora dos presídios, segundo destacou a pasta.
Em São Paulo, estão previstas 38 unidades contempladas no Sudeste, embora a secretaria não divulgue quais são por motivos de segurança. O investimento total nas cadeias paulistas é estimado em pouco mais de R$ 34 milhões, divididos entre equipamentos para controle de entrada de pessoas e materiais e recursos para a Agência de Inteligência Estadual.
Os equipamentos devem reforçar a prevenção da circulação de objetos proibidos e ampliar a segurança nas unidades prisionais, além de aumentar a capacidade de monitoramento, identificação de riscos e apoio a operações de segurança penitenciária. Até 21 de outubro, já haviam sido entregues três drones, 45 detectores de metal tipo raquete, três kits de varredura e um georradar.
A parceria entre os sistemas federal e estadual inclui capacitações para policiais penais paulistas entre 9 e 13 de novembro. O treinamento, inicialmente voltado a 30 agentes, ensinará o uso de equipamentos de varredura eletrônica para identificar dispositivos e materiais proibidos nas unidades.

