No Rio de Janeiro, a advogada Jéssica Cabral Barradas, de 35 anos, foi presa em flagrante em 2 de junho de 2024, sob acusação de manter documentos originais da idosa de 90 anos, falecida em julho de 2019, por mais de sete anos após seu óbito, enquanto desviava recursos financeiros e realizava compras indevidas com o cartão da vítima.
Investigação Criminal e Desvio de Patrimônio
A operação policial, realizada pela 37ª Delegacia da Ilha do Governador em conjunto com representantes da O AB do Rio de Janeiro, constatou a retenção indevida da certidão de óbito e da carteira de identidade da idosa Marta Almeida, cujos bens estavam sob a administração fiduciária da réu desde 2014, quando ela foi designada curadora judicial por decisão da Justiça.
O inquérito revelou movimentações bancárias anômalas entre 2019 e 2023, incluindo transferências para a conta pessoal da advogada e saques posteriores à data do falecimento, além de compras com o cartão da vítima no ano seguinte à sua morte, configurando indícios claros de apropriação criminosa de patrimônio de pessoa idosa.
A advogada acumulou 12 crimes de apropriação de rendimentos de pessoa idosa, dois furtos qualificados e duas falsidades ideológicas, segundo laudo pericial da Polícia Civil.
Repercussão Legal e Desafios na Administração do Patrimônio
A defesa da advogada alegou que os documentos estavam 'guardados em caixas', mas peritos da Polícia Civil confirmaram que o celular dela foi escondido no ralo do banheiro para obstruir a apreensão, após ordem judicial para recolhimento e análise forense.
O Ministério Público já requisitou a suspension do exercício profissional da réu e a devolução imediata dos bens apreendidos, enquanto o filho da vítima, impedido por sete anos de concluir o inventário por falta dos documentos originais, aguarda a restituição da certidão de óbito emitida em 2023.



