Sete candidatos ao Governo do Distrito Federal protocolaram, nesta terça-feira (8/9), representação conjunta no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para solicitar a abertura de investigação sobre repasses de R$ 1,4 milhão da Real JG Facilities à Faceng Engenharia, empresa vinculada ao núcleo familiar da governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição.
Contexto Institucional e Procedimental da Representação
O s candidatos Paula Belmonte (PSDB), Francisco Caputo (Novo), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Elisson Ferreira (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB) protocolaram documento que aponta indícios de possível conflito de interesses e atos de improbidade administrativa envolvendo a Real JG Facilities, contratada pelo GDF, e a Faceng Engenharia, sociedade empresarial registrada em nome do marido e da filha da governadora, Celina Leão, com pagamento mensal de R$ 100 mil documentado em 14 notas fiscais entre maio de 2025 e junho de 2026, além de um valor adicional de igual magnitude emitido para a 3J Facilities em julho de 2026.
O s representantes destacam a necessidade de transparência na contratação pública, requerendo acesso aos contratos, relatórios técnicos e histórico fiscal da Real JG Facilities para comprovar a regularidade dos pagamentos e eventuais irregularidades na condução dos serviços prestados à administração distrital.
Repasses somados totalizam R$ 1,4 milhão, distribuídos em 15 notas fiscais mensais entre maio de 2025 e julho de 2026.
Repercussão Política e Desdobramentos Jurídicos
A governadora Celina Leão classificou os movimentos dos adversários como 'Bonde do Arruda', referindo-se ao histórico político do ex-deputado condenado por improbidade administrativa, enquanto os candidatos reforçam que a denúncia visa resgatar a credibilidade institucional diante de indícios de favorecimento em contratações públicas.
As manifestações individuais dos postulantes — como o pedido de esclarecimentos por Paula Belmonte acerca da omissão da gestora e o questionamento de Cappelli sobre a racionalidade de terceirizar serviços a empresas familiares com volume bilionário do GDF — evidenciam uma convergência transpartidária em torno da transparência e da responsabilidade na gestão pública.



