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Política

Bolsonaro nega repasse do Pix a parentes, confunde verbas e alega despesas domésticas

PorBruno RibeiroVerificadoOrtografia IAPublicado Há 58 min
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Bolsonaro nega repasse do Pix a parentes, confunde verbas e alega despesas domésticas
Fatos Rápidos da Notícia
  • O ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter usado recursos de campanha de R$ 17 milhões arrecadados via Pix para repasses a familiares e terceiros, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, conforme apuração da reportagem do O Estado de S. Paulo.
  • O Coaf identificou que Bolsonaro realizou repasses somando R$ 214 mil a cinco pessoas e entidades entre janeiro e junho, incluindo R$ 56 mil a Michelle, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente Osmar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix.
  • Bolsonaro confirmou os pagamentos, alegando que foram feitos no período anterior ao início da vaquinha do Pix em meados de junho, e que os valores foram utilizados para despesas diversas, aluguel de imóvel e apostas na Mega-Sena.
Resumo Editorial

Investigação do Coaf revela repasses de R$ 214 mil de recursos de campanha a familiares e terceiros, configurando possível crime eleitoral e lavagem de recursos.

São Paulo — O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, nesta segunda-feira (7/8), ter empregado recursos de campanha de R$ 17 milhões, captados via Pix, para efetuar repasses a familiares e terceiros, conforme constatação da apuração jornalística do O Estado de S. Paulo.

Apuração Financeira e Detalhes dos Repasses

A investigação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou que Bolsonaro realizou pagamentos somando R$ 214 mil a cinco pessoas e entidades entre janeiro e junho, incluindo R$ 56 mil à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente O smar Crivelatti e R$ 14 mil à lotérica Jonatan e Felix, além de repasses a um advogado em Teófilo O toni (MG).

Conforme evidenciado pelo relatório técnico do órgão federal, os valores foram efetivados no período anterior ao início da vaquinha do Pix, iniciada em meados de junho, segundo o próprio ex-presidente, que afirmou que os recursos foram utilizados para despesas diversas, aluguel de imóvel e apostas na Mega-Sena.

Ponto de Destaque

O ex-presidente movimentou R$ 214 mil em repasses discretos a familiares próximos e terceiros durante o primeiro semestre do ano.

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos

A Procuradoria-Geral da República foi acionada pela CPI das Investigações de 8 de janeiro para apurar supostas ligações entre os repasses e o financiamento de atos violentos contra o ordenamento democrático.

O Coaf sinaliza que os valores transferidos não obedecem à legislação eleitoral vigente, configurando possível crime de lavagem de recursos ou uso indevido de fundos públicos por pessoa jurídica privada.

Atenção / Ponto Crítico
A CPI das Investigações de 8 de janeiro requisitou à Procuradoria-Geral da República que abraurem inquérito para apurar eventuais vínculos entre os repasses e os ataques ao Congresso Nacional em janeiro.

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