Na visita ao ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, preso sob acusação de participação em trama golpista de 2022, o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, reafirmou a convicção de seu aliado Sergio Moro (PL-PR) de que não há irregularidades no caso das "rachadinhas", símbolo da corrupção apontado pelo ex-juiz durante discurso em 2021.
Contexto Histórico e Jurídico da Apuração das 'Rachadinhas'
Flávio Bolsonaro declarou, em entrevista concedida a apoiadores em Ponta Grossa (PR), que o senador Sergio Moro mantém a convicção de que ele não cometeu irregularidades no caso das "rachadinhas", apesar das críticas proferidas por Moro após sua saída do Ministério da Justiça em abril de 2020, quando acusou o governo Bolsonaro de proteger aliados durante investigações que abrangiam seu filho mais velho, Flávio, e o ex-assessor Fabrício Queiroz.
O caso das 'rachadinhas', que envolve suspeita de apropriação de salários de assessores na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), teve atos anulados pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2021, mas permanece sob escrutínio por possíveis vínculos com esquemas de lavagem de dinheiro, conforme registrado no livro do ex-juiz 'Contra o sistema da corrupção', publicado no mesmo ano.
O ex-juiz Sergio Moro classificou as 'rachadinhas' como símbolo da corrupção sistêmica durante discurso em 2021, enquanto Flávio Bolsonaro defende sua inocência diante do mesmo processo.
Repercussão Política e Desdobramentos Institucionais
A tensão entre a aliança política do PL com Moro e as acusações contra Flávio Bolsonaro evidencia fragilidade na coesão da base aliada, especialmente após o ex-juiz ter afirmado publicamente que o governo Bolsonaro não combateu irregularidades sem proteger seus próprios aliados, como relatado em seu discurso de 2021 no Podemos.
Com a visita a Filipe Martins ocorreram declarações conflitantes: enquanto Flávio Bolsonaro afirmou que Moro 'faz parte do nosso time' e projetou sua candidatura ao governo do Paraná, Marinho se reuniu com Gilmar para garantir interlocução direta com o STF, sinalizando estratégia de mitigação jurídica.



