Candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) chega ao último dia da eleição como favorito, em razão da vantagem conquistada no primeiro turno e de pesquisas que o apontam numericamente à frente de Lula.
O cenário, porém, não elimina o risco de uma virada de Lula (PT). Ao longo do segundo turno, a mobilização da esquerda mostrou que o campo petista ainda tem capacidade de levar apoiadores às ruas e manter a disputa em aberto.
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A vantagem inicial de Flávio produziu um efeito colateral em sua campanha e levou o candidato a ter de conter um clima de “já ganhou”, com muitos de seus aliados já discutindo uma divisão de espaços no eventual governo do senador.
Enquanto parte dos aliados de Flávio se permitia fazer planos para o futuro, a campanha de Lula buscou mobilizar sua base em busca de uma virada. E mostrou nas ruas que a direita não detém sozinha a capacidade de encher as ruas do Brasil.
O candidato do PL também teve de lidar com a estratégia de “medo” do PT, marcada por uma tentativa de associar uma eventual vitória do primogênito de Jair Bolsonaro a riscos de perdas de direitos e benefícios sociais.
A reação petista, no entanto, não parece ter abalado a confiança dos bolsonaristas. A campanha do PL também se apoia nos comícios que reuniram multidões em diferentes regiões do país e em pesquisas internas que apontam a vitória de Flávio.
O desfecho dependerá de como esses movimentos se traduzirão em votos. A vantagem numérica do primeiro turno oferece a Flávio uma posição de partida favorável, mas não garante a manutenção da dianteira.
Do outro lado, entretanto, a mobilização da esquerda pode contribuir para uma recuperação de Lula no segundo turno das eleições, embora a presença nas ruas, por si só, não determine o resultado eleitoral.
A resposta começará a ser vista a partir das 17h do domingo (25/10). Com o início da apuração, ficará claro se a vantagem inicial de Flávio resistiu à mobilização adversária ou se Lula conseguiu reverter o cenário na etapa decisiva da disputa.



