Na manhã de 28 de junho de 2024, o policial civil Bruno Moreno dos Santos foi detido durante a O peração Merx, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime O rganizado (Gaeco) com apoio da Corregedoria da Polícia Civil, sob acusação de exigir propina no valor de R$ 400 mil para intermediar a liberação de cargas de eletrônicos descaminhados, movimentamento este que envolvia diretamente seu negócio na cadeia produtiva do transporte rodoviário.
Contexto Institucional e Evidências Apuradas
A investigação do Gaeco revelou que o investigador mantinha um CNPJ cujo objeto social era o transporte de cargas, coincidindo com o foco da apuração sobre veículos e mercadorias irregulares apreendidas em rodovias paulistas; documentos obtidos pela coluna comprovam que o 'acerto' para devolução parcial ou total da carga seria pactuado por meio de comunicação digital, com parcelas reduzidas formalmente registradas como apreendidas para simular legitimidade processual.
Antecedentes indicam que Bruno Moreno, lotado na unidade investigativa de crimes cibernéticos, utilizava seu cargo para mediar acordos entre empresários e agentes públicos, enquanto sua participação em atos oficiais e presença em redes sociais com localização no litoral geraram suspeitas sobre possível vínculo com redes de descaminho.
O Ministério Público de São Paulo destacou a necessidade de esclarecer a compatibilidade entre a atuação institucional do investigador e os interesses econômicos associados ao seu CNPJ, sinalizando risco de conflito de interesses e abuso de poder público.



